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Apresentação da Matéria do Jornal Le Monde
Contribuições Críticas, Política Nacional | 4 de janeiro de 2007 | Envie para um amigo

O Professor Fernando Massote teve, em 8 de dezembro último, uma longa conversa telefônica com a jornalista Annie Gasnier, correspondente do jornal francês Le Monde, sobre o governador Aécio Neves. O artigo saiu no dia 03.01.07 em Paris, com destaque na página internacional do jornal (em francês).
O ápice do texto está nas considerações críticas que o professor faz ao governador, às orientações e práticas políticas do seu governo… Estas considerações começam com a pergunta: “Com quais idéias para governar o País este filhinho de papai vai enfrentar o seu adversário (José Serra)?”
As demais considerações, sobre as mistificações do “Choque de gestão”, a maquiagem do “déficit zero” e as pressões sobre a mídia e o “beneplácito” desta para com o governador, os leitores podem acompanhar lendo a íntegra do texto, na versão portuguesa, logo abaixo.
Os principais órgãos da imprensa, favoráveis à política das elites mineiras que defendem o nome de Aécio Neves para a presidência da República, divulgaram o fato da entrevista do jornal Le Monde, omitindo da forma mais completa as críticas contidas na matéria e pinçando aqui e lá, sobretudo na primeira parte do texto, elementos cuidadosamente costurados para favorecer Aécio. É assim que para o grosso da imprensa, sobretudo mineira, a matéria do jornal francês não só não continha critica alguma, mas apresentava Aécio Neves com um perfil de predestinado!…
Os leitores do nosso blog, lendo a íntegra da matéria, poderão se dar conta da dimensão dessa “operação silêncio” e assim, do esmero com que Aécio Neves está blindado pela “grande”imprensa mineira sob os aplausos mais ruidosos das pontas mais conservadoras e socialmente insensíveis da elite mineira e nacional. Mobilizam-se, no entanto, em outra direção, pessoas, grupos, organizações da sociedade civil, com o apoio de rádios, tvs comunitárias, jornais impressos e outras mídias como os e-mails e blogs na internet, refletindo os interesses e a opinião de uma outra Minas Gerais, integrada pela gente simples e necessitada de uma vida melhor entre os jovens, as mulheres, os trabalhadores.
Eles são a grande maioria excluída e chegam a pontas muito sofridas da classe média; padecem sob a desordem econômica, social e política de uma sociedade abandonada a si mesma pelas elites do “choque de gestão” e do “déficit zero”. Eles lutam por uma vida muito diferente sob o teto da criminalidade zero, do analfabetismo zero, da injustiça zero, da violência policial zero, do déficit zero de moradias, do saneamento básico, da desasistência à saúde, desemprego zero!… É essa outra Minas Gerais que nos interessa e queremos escutar, interpretar, apoiar. Sem ela não há paz, segurança, república,liberdade e democracia!
Comitê de amigos do Blog do Massote
Jornal Le Monde, 03.01.07
Aécio Neves na disputa pelo pós-Lula
Annie Gasnier
O seu sorriso charmoso, enquadrado por covinhas, suscita uma simpatia espontânea. Em 1º de outubro, este sorriso refletia o orgulho: o jovem governador de Minas Gerais foi reeleito com 73% dos votos. Um resultado que mais parece um plebiscito de aclamação para o seu segundo mandato, para o qual Aécio Neves acaba de tomar posse neste início de janeiro.
Este homem de 46 anos, do Partido Social-Democrata Brasileiro (PSDB), estima que ele deve esse sucesso à sua gestão. Há quatro anos, o seu Estado, o segundo do Brasil pela sua riqueza, estava à beira da falência. Hoje, o seu orçamento está equilibrado. “Aqui, você encontra um verdadeiro laboratório de gestão pública”, afirma com orgulho Aécio Neves. “O nosso choque de gestão consiste em reduzir as despesas, modernizando ao mesmo tempo a administração pública”.
A sua reputação de gestor já se espalhou muito além das fronteiras de Minas Gerais. Os emissários de novos governadores comparecem em peso para aprender a receita que foi aprontada nesta nova Meca, Belo Horizonte, a sede das autoridades. Em março, o governador irá detalhar o seu método perante uma platéia de grandes investidores do Banco Mundial, em Washington.
Aécio Neves parece estar considerando com certo alívio o fato de mobilizar finalmente o interesse pelos seus programas. Ao que tudo indica, chegou a hora de colher os frutos do trabalho e conquistar uma fama maior para este descendente de uma família que se dedica à política há décadas. Até então, a sua imagem era ofuscada por uma sombra, engrandecida pelo tempo, a do seu avô.
Tancredo Neves foi o presidente que os brasileiros haviam escolhido, em 1985, para pôr fim ao regime militar que perdurava desde o golpe de Estado de 1964. Aos 74 anos, este hábil político de sorriso jovial havia unido na sua esteira as diversas correntes da oposição formadas durante a ditadura. Mas ele morreu antes de poder prestar juramento, no final de uma longa agonia que havia emocionado a nação inteira.
“Caso Tancredo tivesse governado, o Brasil seria bem diferente. Ele tinha a autoridade moral necessária para efetuar as reformas que o país está esperando até hoje”, afirma o seu neto, que está folheando a biografia colocada sobre a mesa do vasto salão onde ele recebe seus convidados. Ele aponta para as fotos que o mostram ao lado do seu avô, que fizera dele o seu secretário particular quando ele era - ele também - governador, neste mesmo palácio das Mangabeiras. “Foi um privilégio poder trabalhar com ele; ele continua sendo uma inspiração permanente”.
Em Minas Gerais, contam que Tancredo Neves acreditava na “boa estrela” do jovem diplomado de economia, e deu-lhe preferência em detrimento da sua irmã primogênita, Andréia, que se tornou uma colaboradora privilegiada - porém temida - do seu irmão. Na ausência de uma esposa, uma vez que Aécio Neves é divorciado, ela é oficiosamente a primeira-dama.
“Aécio traz consigo não só a herança de uma família”, estima o jornalista Franklin Martins, “como também aquela da principal escola política do Brasil”, diz, lembrando que existe uma extensa lista de presidentes mineiros. Os eleitos de Minas Gerais têm a reputação de ser conciliadores; Aécio Neves ilustra este ditado ao pretender combinar social-democracia com sensibilidade social. A imprensa não se cansa de observar “a sua relação cordial” com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O governador social-democrata não nega essa empatia; ele se recusa a ser um anti-Lula. Ele lembra que ele conhece o presidente há mais de vinte anos: “Um antigo sindicalista cuja história constitui um exemplo para milhões de Brasileiros”.
Ele acrescenta que Lula em várias oportunidades esteve sentado aqui para conversar. “São as idéias que se enfrentam, não os homens”, explica Aécio. Ele ainda acrescenta que ele não se furta a denunciar o governo federal.
Movido pela mesma diplomacia, Aécio Neves ambiciona renovar o seu partido, que foi severamente derrotado na eleição presidencial pelo Partido dos Trabalhadores. Ele propõe melhorar a implantação regional do PSDB, uma maneira de desafiar os eleitos de São Paulo, que nos últimos quinze anos seguem dominando a direção nacional. Mas, cedo ou tarde, ele precisará enfrentar um obstáculo sério: José Serra, um antigo ministro e um antigo candidato à presidencial contra Lula em 2002, atualmente o governador do rico e poderoso Estado de São Paulo. Os dois homens compartilham a qualidade de presidenciável.
“Com quais idéias esse filinho de papai irá enfrentar este adversário?”, se pergunta Fernando Massote, um professor de ciências políticas na Universidade Federal de Minas Gerais. “Ele não passa de um aventureiro que não defende valores importantes para uma nação”. Para ele, o governador mineiro representa “a direita conservadora a serviço de uma elite favorável à privatização de todos os serviços”. A sua opinião vem se acrescentar àquela dos críticos para os quais o “choque de gestão” do governador não passa de uma “simples variante do Estado mínimo”, e o “déficit zero” de uma simples maquiagem.
Um admirador do avô, Fernando Massote tornou-se um adversário implacável do herdeiro, a quem ele atribui a responsabilidade pela sua demissão do jornal local, o “Estado de Minas”. Após 23 anos de colaboração com esta publicação, o seu último artigo opinativo, de tom acerbo, contra Aécio Neves, foi censurado. Assim, outros jornalistas teriam sido demitidos em circunstâncias similares, o que incitou o sindicato dos jornalistas mineiros (SJPMG) a condenar “o autoritarismo do governador”.
Na Internet, o documentário intitulado “Liberdade, essa palavra”, realizado por estudantes em jornalismo de Belo Horizonte, denuncia as pressões que têm sido exercidas pelo entourage do governador.
Um editorialista de um diário nacional se diz espantado com a complacência dos veículos de comunicação da qual beneficia Aécio Neves, que ele conheceu muito bem quando era deputado no Congresso em Brasília durante 16 anos. “Eu gostaria de poder avaliar a sua política à luz de uma imprensa livre”, confessa o jornalista, que pediu para não ter o seu nome revelado.
Poupado pela imprensa política, Aécio Neves é paparicado pelas revistas dedicadas às celebridades, que capricham na elaboração de uma imagem de play-boy. Em 2002, ele foi eleito “um dos 25 homens os mais sexy do Brasil” pela revista “Isto É Gente”, que o descreveu como “um solteiro charmoso, poderoso e inteligente, que faz sucesso na noite carioca”.
Aécio Neves adora passar os fins de semana no Rio, “quando a minha agenda permite”. Ele passou a sua adolescência nesta cidade balneária, onde vive a sua filha Gabriela; um dos seus amigos é o “rei da noite carioca”, Alexandre Accioly, nas festas de quem ele costuma comparecer, trajando calças jeans e camisa, conforme testemunham as revistas.
Para aqueles que já o vêem suceder ao presidente Lula, em 2010, Aécio Neves reserva um sorriso brincalhão. “Ser presidente não é um plano de carreira, e sim uma questão de destino”, explica ele, provavelmente pela enésima vez. Mas o destino parece estar sorrindo para Aécio Neves.
Tradução: Jean-Yves de Neufvill
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O “consenso” forjado principalmente pela imprensa mineira c om relação ao governo Aécio me assusta mais do que as políti cas neoliberais que pautam o seu governo. Má remuneração de servidores e falta de investimentos na área social virou cho que de gestão, neoliberalização do Estado passou a se chama r, a partir do governo Aécio, déficit zero. A onda neolibera l, infelizmente, já é conhecida por nós há quase duas década s, mas o centralismo demonstrado pela gestão Aécio é novidad e: como um governador conseguiu calar todo um Estado e tenta r passar ao Brasil e ao mundo a imagem de que não há diversi dade em Minas Gerais? A reeleição de Aécio, ao contrário do que muitos pensam graças à dissimulação do marketing polític o e da imprensa irresponsável que existe por aqui, é mais um a demonstração de apatia política do que de aprovação popula r. O autoritarismo de Aécio, ao cooptar os meios de comunica ção e ameaçar as vozes dissonantes, traço típico das mais t erríveis ditaduras, sufoca qualquer reação; portanto, não ge ra outras opções de governo realmente democráticas e republi canas. Como demonstra a matéria do jornal Le Monde, se quise rmos mudar essa situação, teremos que nos organizar fora daq ui, ou seja, na França!
Renata Moreira (jornalista)
Caros amigos, a matéria (do Le Monde) está traduzida no UOL Mídia Global É só clicar aqui: http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/lemonde/2007/01/04/ult580u 2308.jhtm
Fabiano Angélico (jornalista)
Professor Massote, pela primeira vez nos últimos anos vejo u ma reportagem equilibrada e séria sobre o (atual) governo de Minas. Somente um jornal como o Le Monde - que não está atr elado a interesses elitistas e nem depende das fartas verbas públicas de publicidade que “calam” a (pífia) grande impren sa brasileira - pode produzir um texto mostrando o contrapo n do daquilo que é farta e constantemente mostrado como novi da de na política, ocultando, certamente, o caráter conserva dor e até retrógrado da atual política mineira.
Robson Sávio Reis Souza (professor)
Massote, Ainda não consegui ler a matéria inteira (meu f ran cês não deixa) mas pelo que vi “en passant” parece esta r be m interessante. Ainda bem que temos o Le monde para nos info rmar sobre o que acontece aqui nas Minas Gerais!…
Eduardo Gonçalves Dias (sociólogo)
Gente séria e responsável jamais pode acreditar em playboysi nho que aplica um choque bem bravo no povo mineiro e persegu e “à la Saddan” os seus adversários e opositores. Quando cr ianças, gostávamos de enforcar o judas (simbolicamente, é cl aro). Tá na hora de desfazer este mito de Aecinho que vive u ma vidinha social à larga às custas do povo sofrido. Por que êle não faz obras tapando o esgoto do Arrudas lá no aonde n ão dá para para exibir a “linha verde” que leva a burocracia ao aeroporto de Confins, mas onde o verde é verde mesmo de água podre e estagnada, longe dos olhares dos turistas e bur ocratas “os ricos da zona sul” que vivem às custas do dinhei ro público, porque sem o aval do dinheiro público é difícil encontrar rico em M.Gerais! Este neologismo de “choque de ge stão” inventado por administradores públicos, não passa de u ma maquiagem para enganar trouxa, e que nada tem de científi co, pois o choque é dado mesmo é nos desfavorecidos que paga m impostos e a energia mais cara do Brasil, a da Cemig,para sobrar dinheiro para sustentar a burocracia mineira. Os empr éstimos contraídos no exterior pelo governo Aécio com a desc ulpa de de utilizá-los para o desenvolvimento do polo sucroa lcoleiro são repassados aos usineiros, aos joão-liras da vid a, usineiros nordestinos que deixaram os engenhos do nordest e abandonados e os sem-terras estão invadindo e o governo fe deral está recomprando, permutando a dívida dos usineiros co m o Banco do Brasil para passar as terras aos sem-terras. Ma s nem isso os usineiros querem. Querem mesmo é que o governo quite as suas dívidas e eles continuem donos das terras! É muita lama para pouca pedra!
Vejo com preocupação a blindagem que o sr. Aécio Neves esta fazendo de seu governo junto aos principais veículos de comu nicação em Minas Gerais, conforme denúncia contida em entrev ista do cientista político Fernando Massote ao Le Monde. Ess a combinação de blindagem com marketing costuma não dar cert o quando tromba com a realidade. Espero que outros canais de comunicação, aqui e lá fora, se abram ao Massote.
Ronaldo do Nascimento
Massote, o cerco da mídia contra as suas críticas ao Aécio N eves foi bem articulado mas não foi completo. A Band News, p or exemplo, ainda que por pouco, escapou dele. Vol tando pa ra Lagoa Santa, hoje, dia 06, ouvi a entrevista que lhe fize ram a propósito da reportagem do Le Monde. Foi ótima! Primei ro eles deram a notícia do Le Monde , os elogios ao Aécio, i nclusive mencionando as baboseiras do Franklin Martins(sobre a polici ticidade dos mineiros e Tancredo,etc. ou seja, sai ndo pela tangente com todo aquele genérico tradicional e vaz io de sempre), em seguida a garota reporter disse “Eu conver sei com o cientista político Fernando Massote….” e aí dá t oda a sua visão sobre a fraude Aécio:……. Otimo!
Maria Inez Salgado (professora)
Massote, o Aecinho é produto de um marketing elaborado e cr esceu no vazio de nossa política tradicional, com maior créd ito para o nosso amigo Itamar. Acho-o dissimulado face aos s eus objetivos e ainda amador para fazer frente ao esquemão do PT.
Meu prezado professor Massote, e´, de fato, preocupant e a acolhida que os “feitos” do governador encontram na míd ia. Para os desavisados, é inevitável o tom de “legitimidade ” que o mandato ganha a cada notícia (nova ou requentada)… Uma pena! Parabéns pela sua oportuna voz no Le Monde.
O jornal Le Monde escutou a pessoa certa pela clareza de idé ias e a coragem em levá-las em frente. Por que vê-se que as intimidações são muitas e fortes. A própria jornalista que assinou a matéria do Le Monde, escreveu que uma das suas fon tes ficou com medo de dizer o próprio nome! Vê-se que as pes soas se sentem intimidadas. É uma situação de veras preocupa nte. E como é que fica, neste contexto, a declaração tão enf ática de Tancredo Neves ao ser eleito Governador de Minas, e m l982, de que o primeiro compromisso de Minas é com a Liber dade? Tancredo acreditava nisso mas o seu filho político dá demonstrações muito concretas de que não faz o mesmo que o a vô! Isto é mesmo uma fraude e tem, de fato, que ser denuncia do, ainda que para fazê-lo tenhamos que recorrer a um jornal estrangeiro, como no tempo da ditadura!… Quantas vezes vo cê já fez isto no passado, meu caro amigo e colega Fernando Massote? Meus parabéns por mais esta atitude libertária e de stemida!
Pedro Américo (Prof. Dr. da Esc. de Educ. Física da UFMG)
Fomos muito positivamente surpreendidos pela matéria publicada pelo jornal Le Monde à quem o Sr. fez declarações criti cas contundentes com relação à vários aspectos do governo A écio Neves. O primeiro deles foi relacionado ao uso e abuso do marketing fazendo passar por realidade o que é pura fanta sia: o choque de gestão e o déficit zero para mascarar a pol ítica da contenção dos gastos que leva ao arrocho dos salári os dos trabalhadores que sustentam a atividade do estado e o s serviços, principalmente da saúde, da escola e da seguranç a, deixando a sociedade entregue às suas mais generalizadas e graves carências. Outro aspecto pelo qual nos sentimos con fortados, foi a denúncia do desrespeito, por parte do govern o mineiro, da liberdade de imprensa, sem a qual não pode exi stir democracia. Nós o aplaudimos, neste particular, pela re ferência à afirmação de Tancredo Neves de que a liberdade é o primeiro compromisso de Minas que o seu neto trai a todo i nstante. Vê-se, de fato, assim, quanta falta faz, ao neto de Tancredo, a experiência de participação na luta contra a di tadura! A imprensa francesa, enfim, com aquele artigo e o ac olhimento de suas corajosas e devidas declarações críticas, deu um exemplo de responsabilidade ética que está faltando á mineira, que se deixa facilmente levar pelas aventuras e ir responsabilidades do Palácio da Liberdade; aplaudimos, porta nto, com força, professor, o seu decidido ímpeto democrático , cívica, política e pedagogicamente precioso para a salvagu arda das nossas liberdades, esteios maiores do desenvolvimen to político pacífico-pluralista da sociedade mineira e nacio nal.
Lúcio Guterres (presidente da CUT-MG)
Caro Professor Fernando. Ah, professor, aquele encontro que tivemos no hall do hotel em Buenos Aires não foi mesmo nada ocasional e/ou corriqueiro como soem ser os encontros q ue se dão nos cenários turísticos. Aquela conversa alegre e crítica foi a introdução de uma grande aula de política que continua agora com a leitura de seus textos impressos e pela internet. Vejo que são escritos abrangentes e em tantos cas os aprofundados que nos abrem muitas portas e janelas inespe radas que são benvindas! Repetindo uma sua expressão mui to acertada: vocês, afinal, poderiam ter encontrado uma gove rnadora mais bonita para o Rio Grande do Sul! É, professor, as coisas estão mesmo feias por aqui já no início deste gove rno e a tendência, infelizmente, é piorar. A “governadora fe ia” antes de assumir mandou alguns emissários para MG afim d e que os mesmo aprendam com o pessoal ai do Aécio Never como fazer o choque de gestão, assimilando as fórmulas milagrosa s e mascaradas da economia mineira, ou seja, vai repetir o q ue ele fez ai em MG aqui no RS. Um erro enorme de estratégia , qualquer um sabe que as realidades dos dois estados são be m diferentes. O Quadro em Minas também, pelo que vemos, é muito feio. O que é isto, estamos sinceramente assustados, tentar controlar a liberdade de imprensa?! Loucura, desvari o puro! Ninguém pode mesmo deixar que isto aconteça sem abri r mão do regime democrático.Os seus protestos têm a simpatia de todos que não querem o retorno do autoritarismo, profess or! Vamos ficar atentos. Um Abraço bem forte dos amigos aqui do sul! A luta continua!
Edson Mezeck (jornalista e empresário)
A política nacional está tão pequena e retrógrada. É uma ver dadeira volta da política do café-com-leite! Se não fôssemos incansáveis, diria que já estou cansado! Ora, são 9 preside ntes com origem política em São Paulo e 8 em Minas. São Paul o: Prudente de Morais, Campos Sales, Rodrigues Alves, Washin gton Luís, Júlio Prestes, Jânio Quadros, Ranieri Mazzilli, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. Min as Gerais: Afonso Pena, Venceslau Brás, Delfim Moreira, Artu r Bernardes, Carlos Luz, Juscelino Kubitschek, Tancredo Nev es e Itamar Franco. E esta matéria mostra cabalmente que nad a de novo temos nos vastos horizontes do Brasil.
A materia “sem restricoes” do uol nao eh acessivel! Cadonde ela ta?
Caros amigos, a matéria (do Le Monde) está traduzida no UOL Mídia Global É só clicar aqui: http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/lemonde/2007/01/04/ult580u 2308.jhtm
Fabiano Angélico (jornalista)
Por maiores que sejam os esforços, a liberdade de expressão ainda se manifesta em canais alternativos à grande imprensa. Uma prova disso é o seu blog. Um abraço.
““São as idéias que se enfrentam, não os homens”, explica Aécio”: enquanto se esquece de adicionar que ideias sao somente tao despediveis como os seus portadores.
[...] O documentário que produzi para a TV de Al Gore tem como ponto de partida um artigo sobre Aécio Neves publicado no Le Monde em 2006, do qual constavam elogios e criticas, e no entanto a divulgação do artigo em Minas só fez alusão aos elogios; deixou as criticas de lado, entre elas a menção ao documentário Liberdade, essa palavra, onde jornalistas mineiros narram suas demissões de veículos do estado. [...]
Com o poder das Karl Marx derrubou o império. Jesus Cristo modificou a história. Pena, que hoje não existem idéias,mas tão somente interesses.
Há pouco tempo vi no youtube, através de um blog, a reportagem do Le Monde, até então pra mim o Aécio era o “bonitinho” a governar o Brasil. Mas essa questão de “Bonitinho” nos remete a 89, quando Fernando Collor todo jovial aparecia nos jornais fazendo cooper matinal.
Tinha eu 6 anos e já me fascinava com a política e sua capacidade de transmitir o irreal, a ilusão.
Mas Aécio namora modelos lindas, tem panca de playboy, é o dito gostosão, bom partido.
A questão é que o Brasil está cheio de coronéis, ditadores que pintam de bonzinhos. Em Goiás o Ex-Governador e hoje Senador Marconi Perillo perseguiu ferozmente Jorge Cajuru.
Porém a mídia Brasileira é elitizada, é marketizada, enfim… não é jornalismo de verdade.
Se não fosse a internet, os blogs independentes, o youtube, e os jornais internacionais, nunca saberíamos dos fatos como eles são.