DESTRUIÇÃO AMBIENTAL, DEGRADAÇÃO SÓCIO-CULTURAL E HUMANA EM BARÃO DE COCAIS/MG

Minas Gerais, Política Nacional | 2 de maio de 2009 | Envie para um amigo

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O vídeo que publicamos abaixo expõe mais um caso de vandalismo e  degradação sócio-ambiental e humana, por parte de uma mineradora protegida pelo governo Aécio Neves contra os interesses, os direitos e a cultura locais de uma região central de Minas Gerais. Trata-se da Serra do Tamanduá, que tem nas adjacências os municípios de Barão de Cocais e de Brumadinho, e a autora da depredação é a Cia. Vale do Rio Doce. A empresa pretende, com suas atividades e os rejeitos da mina de Brutucu, atingir uma área de 980 hectares, local de trânsito popular tradicional e de peregrinações religiosas, destruindo matas nativas ricas em biodiversidade e até importantes sítios paleontológicos com pinturas rupestres. O nosso blog é solidário com todos que lutam contra essa ação predatória da Vale, amparada pelo governo de Minas.

 

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Comentários:

5 comentários sobre “DESTRUIÇÃO AMBIENTAL, DEGRADAÇÃO SÓCIO-CULTURAL E HUMANA EM BARÃO DE COCAIS/MG”

  1. Délcio Vieira Salomon em 7 de maio de 2009 18:05

    Este video me trouxe viva, mas lemantavelmente o Triste Horizonte de Carlos Drummond de Andrade. Sobretudo onde diz: “Fujo/ da ignóbil visão de tendas obstruindo as alamedas do Senhor./ Tento fugir da própria cidade, reconfortar-me/em seu austero píncaro serrano./ (…) Proibido escalar. Proibido sentir/ o ar de liberdade destes cimos,/ proibido viver a selvagem intimidade destas pedras/ que se vão desfazendo em forma de dinheiro/Esta serra tem dono. Não mais a natureza a governa. Desfaz-se, com o minério,/uma antiga aliança, / (…)Vi os montes, e eis que tremiam/ E todos os outeiros estremeciam./ Olhei para a terra, e eis que estava vazia,/ sem nada nada nada…(…) Não quero mais, não quero ver-te, meu Triste Horizonte e destroçado amor.

  2. Ivan Moraes em 11 de maio de 2009 02:23

    Eu tenho uma terra ha uns 10 minutos de Barao! Comprei pensando em um dia ter uma fazenda, mas ja estava claro que a mineracao ia tomar conta de tudo quando fui la ha alguns anos atraz: a unica estrutura de ferro que eu ja vi em Minas Gerais eh uma ponte aonde passa o trem que leva o minerio mineiro para a exportacao.

    Eu fui por Caete, no entanto nao saberia aonde a terra eh. Era pertinho do seu Juquinha, que tinha Alzheimer’s e ja deve ter morrido.

    A cidade esta apagada do google Earth, com uma foto velha, de pouca resolucao.

    Curiosamente, as fotos das terras em volta de Barao sao todas de alta resolucao, somente Barao de Cocais esta assim. Nao da pra saber se eh pra esconder as gigantescas “plantacoes” de eucaliptus (visiveis no google!!!!) ou se eh pra ajudar especuladores. A “plantacao” de eucaliptus visivel aa esquerda da foto eh muito grande.

    Mesmo assim, ate mesmo um tal de “Nova Uniao” tem foto melhor e nomes de ruas. Estranho. Lembra de Casa de Pedra? Nao existe mais. Era uma “cidade” para os engenheiros e elite-somente das mineradoras em Congonhas. Virou minerio. Tem minerio debaixo de “Nova Uniao”, nao tem? Que eh pra “elite” descartavel de terceiro mundo eh evidente pois ate os nomes e mapas das ruas sao nomes de brasileiros, e os unicos sobrenomes estrangeiros que eu vi sao “Kubistcheck” e “Presidente Kennedy”(!!!!!!!), e foi ai que totalmente perdi a paciencia.)

    Essa terra eh meu unico investimento no Brasil em toda minha vida: o Brasil, que sempre foi uma maquina de perder dinheiro, continua sendo uma maquina de perder dinheiro.

    So Minas pra me decepcionar assim mesmo.

    Um abracao, M.

  3. GILSON AMORIM (ANJINHO) em 26 de setembro de 2010 18:08

    NÃO DEVEMOS ELEGER UM GOVERNO QUE DESTROI O AMBIENTE–NÃO AO DESGOVERNO DE ANA(digo)anastasia.

  4. GRUPO REDE CONGONHAS em 3 de outubro de 2010 16:45

    Congonhas, Congonhas.Ó triste e dilacerado diamante do barroco, eis o aqui o alerta para as outras cidades.

    Hoje em Dia - 10/09/2010

    Pó de minério martiriza moradores de Congonhas

    Congonhenses sofrem com poeira originária das minas e fazem passeata para cobrar soluções de empresas e prefeitura

    Elemara Duarte - Repórter - 10/09/2010 - 03:38

    Foto de capa:EUGÊNIO MORAIS

    Até mesmo uma das estátuas de Aleijadinho foi usada no protesto contra a poluição de Congonhas
    Foto maatéria: P. DE SOUZA

    Moradores protestam contra baixa qualidade de vida em Congonhas
    Mais de 120 toneladas de poeira de minério de ferro são retiradas mensalmente na varrição do município de Congonhas, na Região Central do Estado. O volume, que é capaz de encher as carrocerias de pelo menos 10 caminhões, é um triste saldo para a população, trazido pelo aumento da produção de mineral na cidade. Moradores reclamam do descaso das empresas responsáveis pela exploração. Na última terça-feira, dia 7 de setembro, centenas deles organizaram uma passeata pelas ladeiras históricas do município para cobrar soluções.

    A Avenida JK, principal entrada da cidade, é só poeira. Por causa do grande número de veículos, até engarrafamento se vê. A equipe do HOJE EM DIA esteve em Congonhas e foi procurada por vários moradores, que reclamaram do problema. Muitos deles assumem que trabalham nas minas e que, mesmo com o emprego promissor, o impacto da produção acarreta péssima qualidade de vida.

    Carros, caminhonetes e ônibus aparecem encobertos com poeira e deixam rastro pelas ruas. Para quem dirige, basta fechar a janela. Para pedestres e comerciantes, a poluição é uma visita que não tem como ser deixada do lado de fora.

    Uma comerciante da área central da cidade, que pediu para não ser identificada, disse que precisa lavar o piso da lanchonete duas vezes por dia. “Nos últimos quatro anos, a poeira aumentou muito. No Bairro Dom Oscar, próximo da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), é pior ainda”, apontou.

    Conforme previsão do prefeito da cidade, Anderson Cabido, se o problema não for solucionado, a tendência é que piore, especialmente depois que mais uma grande mineradora, a Ferrous, começar a atuar na região em 2011. “Teremos investimentos em mineração, nos próximos cinco anos, da ordem de R$ 25 bilhões”, diz.

    Cabido diz que por causa da poeira, o sistema de limpeza urbana fica sobrecarregado e que toneladas de pó de minério são retiradas das ruas diariamente. “As mineradoras não contribuem em nada para resolver o problema”, denuncia.

    O prefeito acredita que cerca de 80% da substância é depositada pelas rodas dos veículos da área de operação das minas. “Caminhões e carretas estão proibidos de circular na área central da cidade há quatro anos”, salienta. O prefeito enumera que atualmente estão no município a CSN, a Vale e outras três mineradoras menores.

    Em nota, a CSN informou que possui diversos controles para emissão de poeira para a atmosfera na cidade. Dentre esses, a constante aspersão de água nas vias de tráfego, pilhas e demais áreas não pavimentadas da mina e a aplicação de polímeros para reduzir as consequências da ação dos ventos. A CSN informou ainda que contratou uma empresa especializada para diagnosticar as fontes de emissão.

    Já a Vale justificou que a atuação da sua planta industrial está a 18 quilômetros do núcleo urbano de Congonhas. Mas que, mesmo assim, faz parte da rotina da operação o monitoramento contínuo de emissão de partículas e de ruídos.

    A poeira também é um problema para o gerente administrativo Adriano Ferreira de Oliveira Neto, que mora em Conselheiro Lafaiete, mas que trabalha na área central de Congonhas. “Desenvolvi sinusite, rinite, todas as ‘ites’ possíveis por causa dessa poeira”, lamenta. Para a pneumologista Geralda Calazans, o pó do minério realmente traz problemas de irritação para o sistema respiratório, que são mais graves em alérgicos. “Isso acarreta uma inflamação que sempre volta. A pessoa não tem boa qualidade de vida pois sempre terá alguma infecção”, diz.

    Cabido informa que pediu um estudo para as mineradoras para saber quais são as estratégias que elas vão seguir para diminuir a emissão de poeira. “Há medidas que são paliativas, como a instalação dos ‘lava rodas’, equipamentos que lavam os veículos que saem das minas. O prefeito anunciou que, ontem, o Ministério Público Estadual (MP) instaurou um inquérito civil público para negociação da instalação dos equipamentos.

    “Estávamos tentando conversar com as empresas mas não tínhamos sucesso”, diz. Com a Ferrous, a prefeitura já assinou um termo de compromisso com o MP, para que ela pudesse fazer um monitoramento do ar em diversos pontos da cidade identificando a origem da poeira.

    Atualmente, o município histórico ostenta monumentos reconhecidos mundialmente, entre eles, os 12 profetas em pedra-sabão, tombados pelo Patrimônio Cultural da Humanidade, concedido em 1985, pela Unesco. Para reforçar o protesto contra a poeira realizado no dia 7 de setembro, manifestantes colocaram uma máscara no rosto de uma réplica da imagem de um dos profetas, instalada na entrada da cidade, na BR-040.

  5. charles em 8 de novembro de 2010 17:45

    gostei muito estamos fazendo um trabalho sobre isso gostariamos que vcs nos ajudassem

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