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UM NOVO COLABORADOR DO BLOG, Manoel Pereira (*)
Censura à Imprensa Mineira, Crônicas, Minas Gerais | 8 de julho de 2009 | Envie para um amigo
Meu nome é Manoel Pereira, padeiro aposentado. Nasci na boa terrinha, há bem uns… deixa pra lá!
Estarão aí a perguntar aos seus botões, e eu com isso? Ora, pois! Sou um homem bem educado e estou a me apresentar, se bem notaram. E daí? De novo? Explico: fui convidado pelo Fernando Massote, velho freguês, a escrever aqui no lugar do José de Castro que prometeu a sua mulher nunca mais escrever em blogs. Acho que ele está com medo dos juízes.
O Massote é que me contou: esse jornalista aí, que eu não tive o prazer de conhecer, leu na Folha de S. Paulo que um jornal do interior paulista chamado “Debate” foi condenado a pagar a um juiz indenização de R$ 593 mil. E que as condenações de jornalistas custam em média 1.132 salários mínimos (R$ 526 mil!) quando o reclamante é um juiz. Para os outros cidadãos injuriados ou difamados pela imprensa, a média é de 361 salários mínimos, o que também acho um absurdo. Será quanto ganha um repórter? Não sei, mas não trocaria com esse aí o que eu ganhava como padeiro. Sou português mas não sou burro. Isso é óbvio.
Tanto não sou burro, que não levei a sério a lengalenga do Carlos Britto, ministro do Supremo. Não sei se viram. Numa entrevista na televisão sobre o fim da lei de imprensa, ele disse que os juízes, como os outros funcionários públicos, não podem querer ficar ricos à custa da liberdade da imprensa, estipulando indenizações milionárias. Faz sentido. Mas ele afirmou também que juiz é como a mulher de César, não basta ser honesto, tem que parecer honesto. Aí fica mais difícil…
Voltando à vaca fria. Antes de aceitar o convite do Massote, liguei para o Castro. Como disse, não o conhecia, mas queria porque queria saber quanto ele ganhava para escrever em blog. Nada! Nem no blog do Massote, nem na Novae e nem no Observatório da Imprensa.
Pois, pois! Mais um que trabalha de graça neste país de m… meu Jesus! Deve ser por isso que há tanto mineiro estacionado lá na terrinha, apesar das magnificências das Minas Gerais transmitidas pelas propagandas do governo na televisão e nos jornais.
Mas fui cutucando aquele intrépido jornalista, e ele acabou confessando que parou de escrever, apesar das dezenas de mensagens de incentivo que recebeu naquele abaixo-assinado aqui ao lado e do apoio da Sandra Starling em artigo no jornal O Tempo, de 8 de julho, porque tem medo de ser condenado por causa do artigo “Coronelismo no Ministério Público Mineiro”, que eu não me animei a ler, é muito longo! Mas, eu dizia, ele tem medo de não ter como pagar a indenização, mesmo se esta ficar na média das indenizações cobradas aos jornalistas.
Já que estava com a mão na massa, me disse o tal jornalista que se aposentou há alguns anos com 10 salários mínimos, mas está recebendo hoje do INSS menos de quatro. Sou bom de conta e nem podia ser diferente, depois de meio século lá na padaria recebendo trocados e fazendo cálculos e mais cálculos para conseguir pagar todos aqueles impostos cobrados pelo governo dos pobres padeiros. Pois então, vejamos: 1.132 salários mínimos divididos por 4, o valor mensal da aposentadoria. Resultado, 283. São 283 benefícios da Previdência Social. São 23 anos ao todo, para ajuntar o dinheiro que ele, na sua neurose, pensa que vai ter que pagar à juíza.
Cada doido com sua mania. Tratei de me despedir logo, pois a língua me coçava. Tinha vontade de dizer algumas verdades àquele jornalista medroso. Raios, como alguém pode temer um absurdo desse? E ainda vem com a conversa de que calar-se para sempre é também uma forma de protesto contra esses usos indevidos da justiça…
Eu não tenho medo de nada, está visto, tanto que estou a escrever essas mal traçadas linhas. Bem, é verdade que desta pedra aqui não sai leite, pois não tenho onde cair morto, vivendo que estou de uma mísera aposentadoria, pois doei tudo em vida aos filhos, aqueles mandriões. Eu quero viver, até a visita da velha senhora da gadanha, um antigo sonho: nunca mais pagar impostos sobre nada. IPTU, IPI, IPVA, renda… nada!
Estou sendo modesto, quando falo em mal traçadas linhas. Escrevo bem, para um ex-padeiro. Já vi médico escritor, caminhoneiro escritor, marinheiro escritor, mas padeiro, não conheço. Meus amigos, antigamente, só pra chatear, diziam-me que homem não vive só de pão. Eu fazia questão de mostrar a eles que também alimentava meu espírito. Eu lia jornais – o Estado de Minas, que eu pegava na banca ao lado em troca de alguns pãezinhos. Claro, não precisavam saber que meu pobre jornal era fruto de um escambo, mas eu lia mais que jornais. Li também os clássicos: quando menino, Rafael Sabatini, Condessa de Ségur, Tom Mix, Fu-Manchu, Tarzan… Depois Edgar Wallace, Bocage, Cassandra, Adelaide Carrara, Paulo Coelho… Paulo Coelho, não!
Vou parando por aqui. Se der certo, se o número de visitas satisfizer ao Massote, volto qualquer dia desses. A vantagem de trabalhar de graça é que o patrão não pode ficar aí no seu pé, a exigir mais e mais pão do espírito a sair quentinho do forno. Não é isso, professor? Vou aproveitar o tempo livre pra me instruir, ouvindo os discursos do Aécio Neves…
(*) Padeiro aposentado
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Bom dia destemido “Jornalista José de Castro”
Na minha modesta opinião o texto denominado: “UM NOVO COLABORADOR DO BLOG, Manoel Pereira * (* Padeiro aposentado) - é ‘provocação’ encomendada por alguém ligado ao ‘poder’ - (leia-se ‘Aécio Neves’ e seus asseclas) - e, por isso, espero que o senhor desconsidere-o! Em minha modesta opinião o melhor que o senhor deve fazer é desprezar tal texto, tal cidadão!!! O que o ‘Senhor’ Manoel Pereira (se é que ele existe) QUER é polêmica, é ‘fazer’ sucesso às suas ‘custas’, nas suas ‘costas’!!! Saiba que com sua história, seu profissionalismo o senhor não tem que se ‘rebaixar’, nivelar por ‘baixo’ a ‘ataques’ mesquinhos, gratuítos, grosseiros e o pior: inoportunos. Tal cidadão, na minha opinião, está, na melhor hipótese, totalmente desinformado da sua real situação e, por isso, deveria, no mínimo, respeitá-lo como profissional de comunicação que é e - principalmente - como exemplar cidadão-pai de família. Não se apequene José de Castro! Continue sensato, sério e, acima de tudo, honesto com suas convicções pessoais… levando-se em conta seu passado, sua família, amigos, apoiadores, colaboradores e - especialmente - LEITORES! Para encerrar deixo uma frase do inquestionável “Montesquieu”: “A injustiça que se faz a UM, é uma AMEAÇA que se faz a TODOS”.
Esse padeiro eh atrevido (o Mac do qual escrevo nao foi programado pros acentos e cdilhas da portugalengua, ok?). O semvergonha fala em FuManChu como se fala no merdinha do Superhomem ou no ator da hora.
Pois que ele fique sabendo que o FuManChu foi personagem fundamental da historia de mineiros que definiram rumos e termos da vida.
Seguinte: ah epoca, havia seriados, passava um episodio por semana, havia o Homem Foguete (ridiculo, dava uma corridinha e saia voando com um foguetinho preso ahs costas), o Tom Mix, sim, citado pelo padeiro, mas havia o Fu
Era uma vez por semana. A meninada quieta, respeito pelo poder que ser avizinhava. Tela preta, ia abrindo de leve, e aparecia um gongo de mais de 2 metros de diametro, e ahi aparecia um negao de mais de dois metros de altura e dava uma porretada no gongo, aquilo batia fundo na cabessa da meninada, e entao uma voz cavernosa dizia: FU…MAN…CHU…
Sim, a China tinha feito a revolussao comunista, e era preciso criar o inimigo chines comunista, de bigodes a la Confucio.
Acho que foi ali, naquele seriado, que firmei de vez minha resistencia aos indignos, ecoando as lissoes do meu pai; foi ali, com aquele chines resistente ao imperio (sim, a questao eh velha…), que comecei a brigar contra os canalhas.
Grande padeiro! Trabalhei desde os 5 anos ajudando minha mae num botequim na estassao de trem pra reforssar o orssamento magro do pai de 13 filhos.
Mas nunca esquecerei o FuManChu… Lutava contra um imperio e contra seus servos.
Acho que o padeiro vai entender meu recado. Abrasso, padeiro!!! FUUUU MAAAN CHUUUU