SALÁRIO DOS PROFESSORES: MINAS É O 18º NO RANKING DOS ESTADOS, José de Souza Castro (*)

Minas Gerais, Política Nacional | 17 de fevereiro de 2010 | Envie para um amigo

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Este blog publicou no dia 8 de dezembro passado artigo intitulado “Professores mineiros pedem socorro”, no qual me baseei numa mensagem de professor não identificado que leciona Matemática para alunos do 3º ano do 2º grau da rede estadual de ensino e que disse receber piso salarial de 545 reais. Registrei que no fim de 2007 a secretária estadual de Educação, Vanessa Guimarães, afirmou ter encaminhado à equipe econômica do governador Aécio Neves proposta para elevar o piso salarial dos professores a 800 reais, a partir de janeiro de 2008. Qual, portanto, a minha surpresa, ao receber agora levantamento nacional sobre salários das redes estaduais de ensino, feito em setembro último, revelando que o salário pago pelo governo mineiro é de R$ 336,26 para professores de nível médio, de R$ 410,24 para professores com licenciatura curta e de R$ 500,49 para os com licenciatura plena.

O mais incrível é que a remuneração de todos eles é a mesma: R$ 850,00. (No site do Sebrae paulista, aprendo: “A remuneração pode ser definida como a somatória dos benefícios financeiros, dentre eles o salário, pago ao empregado por um empregador, em função de uma prestação de serviços. Tal remuneração será acordada através de um contrato assinado entre  empregado e empregador. O salário é uma espécie de remuneração. Podemos utilizar como analogia a figura de uma cesta de frutas, na qual a remuneração representa a cesta e, o salário, uma das frutas”.) Pois, para fazer jus a essa expressiva remuneração, os professores precisam trabalhar 24 horas semanais. Suspeito que nessa conta não estão incluídas as horas que gastam em casa preparando aulas e corrigindo exercícios dos alunos.

O espantoso, nessa revelação, é que em 5 de agosto de 2004, em solenidade no Palácio da Liberdade, o governador Aécio Neves sancionou o tão esperado Plano de Carreira dos Profissionais da Educação Básica, prometendo que seriam beneficiados 234 mil servidores ativos e inativos da área da educação. Pode-se ler aqui trechos do discurso do governador:

“Peço que guardem este número: 234 mil servidores. Se o setor da Educação fosse uma empresa, seria hoje uma das maiores corporações mundiais, em número de funcionários. E todos eles serão beneficiados por este novo Plano de Carreira. Mais simples, mais direto, mais transparente e mais justo, o Plano oferece aos servidores maior número de opções e possibilidades de acesso, amplia a liberdade de escolha e elimina um cipoal de regras e regulamentos antes impostos aos profissionais do ensino.”

Depois de afirmar que a remuneração passaria a ser feita de acordo com a qualificação acadêmica do profissional – e não mais pelo seu nível de atuação – e de lamentar que “os professores das primeiras séries do ensino fundamental – responsáveis pela alfabetização – sempre tiveram remuneração inferior à dos professores de 5ª à 8ª série ou do ensino médio, mesmo que apresentassem vários títulos de pós-graduação”, admitiu Aécio Neves:

“Há clara defasagem salarial, com a qual ainda somos obrigados a conviver, mas estejam certos de que o Estado tem a visão clara de que esse problema também precisará e será superado com o trabalho sério que estamos fazendo na gestão das finanças públicas. E tenho a absoluta convicção de que, dentro de muito pouco tempo, nós estaremos também resgatando, do ponto de vista salarial, os profissionais da educação em Minas Gerais.”

Pois bem. Passaram-se mais de cinco anos, e o que verificou, em setembro de 2009, o Sindicato Apeoc, dos servidores da rede pública de educação do Ceará, ao fazer uma análise comparativa salarial dos professores das redes estaduais em todo o país?

Minas Gerais está em 18º lugar, no ranking dos estados sobre as remunerações para professores com licenciatura plena e jornada de 40 horas semanais, em início de carreira. A pesquisa completa pode ser vista aqui. O Distrito Federal é o que paga mais (R$ 3.227,87), seguido do Maranhão (R$ 2.810,36) e de Roraima (R$ 2.806,04), enquanto em Minas a remuneração não chega a 1.417 reais. Pior do que isso, só oito estados, embora nos orgulhemos de ter o terceiro maior PIB (Produto Interno Bruto) do país. A hora-aula para os professores mineiros vale apenas R$ 7,08, contra R$ 16,13 no Distrito Federal.

Só para comparar, veja este anúncio veiculado há seis dias no Banco Nacional de Empregos , oferecendo vaga para pedreiro em obra de construção de apartamentos em Belo Horizonte: Salário: R$ 1.100,00. Observações: Carteira assinada, salário + produtividade + benefícios: cesta básica + vale transporte + seguro de vida.

O que explica essa situação que envergonha os professores mineiros? É uma questão de prioridades. Aécio Neves preferiu gastar em obras, como a construção da Cidade Administrativa, e em infraestrutura, relegando para uma das últimas prioridades o investimento em professores. O site do governo destaca, por exemplo, que 3.550 escolas estaduais foram atendidas com melhorias de mobiliário e equipamentos escolares, desde 2003. Entre esses equipamentos, não poderiam faltar os computadores, mas apenas 2.393 professores e técnicos escolares foram capacitados em informática.

Ninguém nega o esforço da maioria dos professores para superar essas dificuldades, mas o resultado pode ser visto no teste aplicado em 2008 pelo Programa de Avaliação da Rede Pública de Educação Básica (Proeb). Em Matemática, apenas 3,8% dos alunos do 3º ano do ensino fundamental apresentaram o resultado recomendado. No 9º ano, foram 18,8% e no 5º ano, 44,7%. Em Português, os resultados recomendados foram, respectivamente, de 30,4%, 28,0% e 31,5%. Os dados podem ser conferidos no site do governo.O fato é que os professores, ao contrário dos pedreiros, perderam a capacidade de se organizar para exigir remuneração justa. Nem sempre foi assim. Quando Magalhães Pinto governava Minas, uma professora que participava de uma manifestação na Praça da Liberdade deu-lhe com uma sombrinha na careca. Isso ocorreu antes do golpe de 1964. Após o golpe, no governo Francelino Pereira, os professores fizeram duas greves de grande repercussão na imprensa, e delas nasceu o seu sindicato (Sind-UTE) que hoje parece ter sido cooptado pelo governo e não tem reagido a essa situação de vexame.

Ao discursar há mais de cinco anos, no lançamento do Plano de Carreira, Aécio Neves deixou transparecer um pouco de sua mentalidade, ao dizer: “Se o setor da Educação fosse uma empresa, seria hoje uma das maiores corporações mundiais”. Não há de se negar, o neto de Tancredo Neves tem um espírito empresarial. E dos mais tacanhos. Para esse tipo de empresário, empresa boa é aquela que lucra muito à custa, principalmente, dos baixos salários. E da qualidade, por consequência.

(*) Jornalista

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Comentários:

37 comentários sobre “SALÁRIO DOS PROFESSORES: MINAS É O 18º NO RANKING DOS ESTADOS, José de Souza Castro (*)”

  1. Jaime Guimarães em 18 de fevereiro de 2010 13:25

    Em suma: um professor graduado em MG recebe menos do que um salário mínimo (R$ 510) de vencimentos. Uma vergonha. Mas não é só na bela Minas Gerais que o desrespeito aos professores acontece. A situação do magistério no Brasil é alarmante. Estão brincando com coisa muito séria e os resultados são visíveis: poucos são os jovens que desejam seguir o magistério e quem é professor deseja sair da sala de aula o mais rápido que puder.

    Aqui na Bahia temos um exemlo muito claro. Difícil encontrar uma escola pública que tenha professores de Matemática, Química, Física e Biologia. Sempre faltam profissionais destas áreas. Por que? São setores que há outras ocupações, sobretudo Biologia e Química. E em breve faltarão professores de Geografia também.

    E essa questão salarial é para ficar atento mesmo. Muitos governantes mascaram o salário real do magistério com os penduricalhos de gratificações e benefícios aqui e ali por tempo de serviço. Isso não é salário, tanto que muitos professores, doentes e cansados de sala de aula não querem se aposentar poque sabem que perderão muitas “vantagens” de gratificações e benefícios.

    Diante da questão salarial, das péssimas condições de trabalho ( que um colunista de certa revista semanal teve a ousadia em dizer que as escolas tem boa estrutura porque contam com água e energia elétrica), da excessiva carga horária e responsabilidades além das pedagógicas ( o que em qualquer empresa poderia se caracterizar como “desvio de função”) é que tornam o magistério absolutamente desestimulante para os jovens e para quem está em exercício. E serei franco: do jeito que está, NINGUÉM aguenta mais a escola brasileira. Nem os alunos e tampouco os professores. A cada ano os índices de aproveitamento escolar cairão. Se isso não ocorrer saibam que é maquiagem dos governos – aprovações automáticas disfarçadas sob métodos diversos.

    Desculpe a espécie de “desabafo”, mas paro por aqui. Falar sobre educação brasileira é algo estressante e preocupante. Um abraço!

  2. marcelo em 22 de fevereiro de 2010 20:04

    este atual governo de mg é uma vergonha, vamos dar uma surra no PSDB, vamos tirar este partido do poder.EM 2010 É DILMA.

  3. ROBERTO JOSE DE MELO em 18 de março de 2010 16:46

    ALEM DESTA VERGONHA SALARIAL ,SOMOS A SEGUNDA MAIOR ECONOMIA DO PAÍS . POR FAVOR SENHOR JORNALISTA AINDA EXISTE A QUESTAO DA LEI COMPLEMENTAR NÚMERO 100/2007 OUTRA OPERAÇAO VERGONHOSA…………….FORMIGA MG

  4. Irene Diniz- Três Pontas-MG em 19 de março de 2010 00:14

    É um absurdo o que o GOVERNO faz com os profissionais da Educação.
    É um descaso. As propagandas feitas pelo governo são ENGANOSAS, quem mora em outros estados, quando veem, acham uma maravilha.O salário naõ aumenta há muitos anos, aumenta o salário mínimo todos os anos, o do professor já está abaixo do mínimo.

  5. mara em 19 de março de 2010 11:43

    Fico muito triste com esta realidade , estou preste
    a mim forma em (quimica ).e não estou vendo esperança para classe.pois uma manicure ganha
    mais que professores.O QUE SERA DA CLASSE ?

  6. Sérgio Pereira Andrade em 25 de março de 2010 16:32

    Sou professor há 15 anos e desde 1999 milito no movimento sindical aqui em mg. Fico triste quando convocamos para uma greve os colegas de profissão e estes cabisbaixos não aderem por temer o corte no pargamento ou por estarem satisfeitos com o que ganham. Ou ainda pode ser que eles acreditam que MINAS AVANÇA, tão divulgada pela mídia porca comprada pelo excelentíssimo Aécio que faz Neves. EDUCADORES DE MINAS VAMOS TIRAR ESSA CARNIÇA DESSES TUCANOS DAQUI!

  7. Marília em 6 de abril de 2010 15:26

    É um absurdo o governador de Minas não investir na educação digo ao tocante ao salário dos professores que está defasado, e sempre estar cobrando mais e mais dos professores, fazendo propaganda que o ensino de Minas é o melhor,fico indignada pois todos os profissionais devem passar pelo professor, e por ter dito que estudar bastante,além do governo sempre estar cobrando por especializações, deveria oferecer um salário que faça jus a cobrança feita.

  8. Marília em 6 de abril de 2010 15:26

    É um absurdo o governo de Minas não investir na educação digo ao tocante ao salário dos professores que está defasado, e sempre estar cobrando mais e mais dos professores, fazendo propaganda que o ensino de Minas é o melhor,fico indignada pois todos os profissionais devem passar pelo professor, e por ter dito que estudar bastante,além do governo sempre estar cobrando por especializações, deveria oferecer um salário que faça jus a cobrança feita.

  9. Terezinha Brito Nunes da Silva em 9 de abril de 2010 00:24

    Fui atuante no magistério durante 42 anos, com satisfação, pois sempre gostei de dar aulas criativas e dinâmicas .
    Hoje , aposentada em 02 cargos, estamos vendo a “EDUCAÇÂO” denegrida,pela falta de motivação e de disciplina.
    O professor não tem ânimo de preparar uma aula que valha a pena :-há dezesseis anos que os aposentados não recebem aumento.
    Neste país, aposentado não tem vez.
    Os da ativa recebem vez ou outra um abono, que poderá ser retirado a qualquer hora.Nunca vinculam estes abonos ao piso; por que? “aumentaria também os benefícios conquistados “gerando deficit para o governo”.
    Já está na hora de repensarem melhor e valorizarem mais o profissional da EDUCAÇÂO, porque é ele que prepara os cidadãos de amanhã a fim de que sejam íntegros,trabalhando para um país melhor de “HOMENS HONESTOS”.

  10. LUIZ ANTONIO DE SOUZA em 25 de maio de 2010 15:22

    É REVOLTANTE A SITUAÇÃO DA EDUCAÇÃO EM NOSSO PAÍS. SE NÃO BASTASSE TODA A PENÚRIA PELA QUAL PASSA O PROFESSOR, AINDA TEMOS QUE ESCUTAR O “ILUSTRE” PREFEITO DE BH DIZER QUE, PARA CONTER OS MANIFESTANTES DEVERIAM SER MOBILIZADOS PELO MENOS QUATRO POLICIAIS PARA CADA GREVISTA, POIS CADA UM PEGARIA EM UM DOS MEMBROS E O REMOVERIA COM FACILIDADE. SOMOS PROFESSORES, ELEITORES E CIDADÃOS, MOTIVOS MAIS QUE SUFICIENTES PARA MERECERMOS RESPEITO.

  11. tata em 20 de junho de 2010 17:15

    é um absurdo essa situação!!!!!!!!

  12. LUCIANO SÉRGIO RODRIGUES em 23 de julho de 2010 13:30

    Vivemos num mundo onde é valorizado muito o “ter” e não o “ser” -, sou professor de Língua Portuguesa do Estado de Minas Gerais – fiz várias dívidas para pagar dívidas. Sou divorciado e moro na casa dos meus pais -, não estou passando fome – pois, graças a ajuda deles e dos Meus páis…
    Com esse salário que nos pagam é difícil sobreviver – estou afastado por motivos de doenças provocadas por efeito dessa situação…
    Que país vamos contruir? Não tenho mais forças para continuar nesta profissão… espero poder sair deste sofrimento o mais rápido possível…

  13. Junior em 2 de agosto de 2010 09:42

    Eu me formei em Geografia em 2008 e já quero mudar de profissão. Não acredito na profissão.

  14. Cintia Alves Silva em 7 de setembro de 2010 11:43

    Eu sou professora efetivada pela Lei 100 e tenho muitos amigos também efetivados. Eu e meus amigos analisamos as propostas do candidato a deputado estadual em MG (neste ano de 2010), Professor Sergio – nº 10.142 e resolvemos analisar a história de vida dele. Verificamos que ele também é professor na rede estadual (dá aulas de química a noite) e também é efetivado por esta lei. Ele foi secretário em uma escola em BH e ajudou muita gente a ser efetivado, no ano de 2009. Ele insistiu tanto que a secretaria de educação cedeu. Ele ajudou a efetivar pessoas que o procuravam. Ele não é advogado, mas montou processos e deu conta do recado. Acredito que ele tem gabarito para lutar pelos servidores efetivados. VALE A PENA dar o voto de confiança a ele. 10.142 para deputado estadual é o meu voto. Vamos lá efetivados, ele vai nos ajudar. Vejam as propostas dele no site: http://sergio-2010.blogspot.com

  15. Imprensa brasileira em 18 de setembro de 2010 10:07

    Os jornais de grande repercussão em Minas publicavam só quando interessava ao governo, noticias que menosprezavam a categoria dos professores e exaltavam a qualidade do governo eram vinculados com intuito de manipular a opinião publica.
    Uma vergonha para estado de direto de Minas Gerais, que junto com os governos de Aécio Neves e Anastácia violentaram e estupram a Constituição Brasileira, são eles os pedófilos dos pequenos órgãos da imprensa mineira.

  16. Declaração de voto « No Lado Escuro da Lua em 30 de setembro de 2010 21:12

    [...] de imprensa, não dialoga com os setores populares da sociedade e que, a meu ver, não valoriza o servidor público como [...]

  17. Ébano em 9 de outubro de 2010 11:46

    É muito triste ver o estado em que chegou a educação pública, e mais triste ainda é ver que o povo, o maior prejudicado, não tem nenhuma consciência dos danos que uma má formação escolar acarreta para uma vida. Alguém que poderia ser um profissional de ponta e desenvolver suas habilidades ao máximo, poderá ficar pelo caminho, no subemprego, justamente por não ter uma formação escolar adequada.

    Sou mestre e graduado pela Usp. Sou professor da rede estadual e municipal de ensino de SP. E me arrependo amargamente da carreira que escolhi. Tanto que estou mudando de área e faço alertas constantes para meus alunos não cairem na roubada que é cursar licenciatura no Brasil. Ter nível superior para ganhar salário de peão! Ou então se arrebentar fisica e psicologicamente para ganhar o que um analista de sistemas, em início de carreira, ganha brincando? Obrigado, mas já dei minha quota de sacrifícios, já paguei meus pecados. Educação, não vale a pena!

  18. tanialvesaraujo@hotmail.com em 20 de outubro de 2010 08:58

    E um absurdo o que está acontecendo em nosso estado, professores uns contra os outros, em uma eterna briga , não estão vendo que é isso que os políticos querem, desunião. Sou efetivada pela lei 100, não pedi para isso, mas foi feito. Os efetivos deveriam agradecer pela efetivação, pois se não fosse feito isso o ipseng já teria falido, e não existiria mais plano de saúde de efetivos, em vez disso vejo um monte de efetivos com dois cargos parece que com inveja dos efetivados, pois com a efetivação diminuiu o nº de designados e coonsequentemente o nº de funcionários contratados para efetivos humilharem dentro das escolas. Eu com 8 anos de contratada que só servia para tapar buracos do governo já ouvi muitas humilhações dentro de salas de professores. A efetivação serviu para isso, trazer um puco mais de respeito aos contratados, que muitas vezes trabalham melhor do que muitos efetivos.

  19. Rodrigo Francisco da Rocha em 21 de janeiro de 2011 21:20

    foi aprovado no vestibular para o curso em licenciatura em matemática,sempre quis ser professor.entretanto este salário apresentado pelo governo de minas gerais e vergonhoso!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  20. Joeber em 1 de fevereiro de 2011 09:54

    se cada um enviasse reclamações e situações sobre a tal lei 100 que é inconstitucional direto ao gabinete federal do brasil, acho fica falando através de blog e sites nao adianta ois governadores nao vao ouvir a nos professores, poxa vida só quero ajudar pessoal, quem ler isto aki é só nós mesmo, vamos levar aos gabinete, coloque no google emails de senadores e governadores federais e estaduais para passarmos isto adiante e eliminar de vez esta lei 100, esse salario vergonhosos como todos nos estamos dizendo e pelas gratificações que estamos perdendo com tempo em tempo. procure email da magnolia chefe do mec para falar sobre o assunto tbem

  21. Joeber em 1 de fevereiro de 2011 09:56

    quem fica calado é por que aceita tudo, quer reclamar, procure site de educação para reclamar e colocar fundo a sua indignação, nao sou contra esse site e nenhum outro blog, só acho que nao adianta ficar reclamando por aqui

  22. Joeber em 1 de fevereiro de 2011 10:00

    qualquer coisa o meu email é
    professor.joeber@gmail.com
    para fazer mos um baixo assinado por escrito e assinado e levar ate o supremo federal sobre a lei 100 ebaixo salario ao presidente da republica, quem quiser juntar a mim, é coisa séria, estaremos acolhendo assinatura,j a tenho tudo em mente, e ai vai encarar? ou vai ficar reclamando em sites e mais sites sobre a situação do professor, se é isto, fica calado e aceita pois nao adianta mesmo reclamar sem um baixo assianado com tudo registrado e será levado ao presidente da republica na verdade presidenta agora né? vamos lutar juntos? o meu email esta disponivel para acietar criticas e elogiops, se é politica e amo em participar e já fiz muita coisa na minha cidade para conseguir as coisas e sei que tem jeito de derrubar de v ez esta lei 100 esalarios baixo.

  23. Alberto Bouchardet em 8 de fevereiro de 2011 12:48

    Fui professor de matematica, química e Fisica por 8 anos no Norte de Minas Gerais.Fui a´t vice diretor em Pedras de Maria da Cruz, sendo o responsável pela implsntsç~so do segundo grau.
    Deixei de lecionar no mesmo ano que estav em sala de aula incentivando os alunos a crescerem estudando, e nesse momento um aluno me perguntou sobre meu salário e por acaso eu estava com meu contracheque no bolso. O documento mostrava os meus vencimentos que na época era de 2 cargos, sendo de professor no 2º grau e de vice diretor.
    O aluno começou a rir e falou em alto e bom som que o pai dele era semi analfabeto e trabalhava como chefe de turmas de pedreiro em Sao Paulo e ganhava quase o dobro do meu salário e afirmou que iria parar de estudar e ir trabalhar com o pai. Foi.
    Gostaria de estar na educação e na cultura, mas esse negocio de ¨dar aula¨e os politicos metendo a mão no dinheiro da educação não me convence…

  24. Anitto em 21 de fevereiro de 2011 19:17

    E vcs já viram quanto ganha um professor…? …Isso porque o governo sempre fala da importância do ensino e da segurança…Imagina se não fossemos “importantes”…
    Outro ponto bem interessante; se alguém ofende e/ou agride um policial é lícito que se defendam por representarem uma autoridade.E um professor, que é ofendido, agredido, humilhado e não pode nem sequer tentar se defender..? Essa é a triste realidade que vivemos…Será que se um dia colocassemos os políticos enfrentando bandidos e alunos(não sei o que é pior..)eles finalmente nos valorizariam um pouco..?
    Agradeço por este desabafo.

  25. solange em 7 de março de 2011 14:14

    sou mineira e moro em goiás, tenho vontade de retornar ao meu estado, mas como sou professora não me animo muito quando vejo o salário dos meus colegas de profissão, sou concursada pela prefeitura de minha cidade e aqui conseguimos receber o piso de R$ 1024,00 por 30 hs semanais, acho que vou ficar por aqui mesmo, embora a saudade de minha terra seja muito grande. oh minas gerais, quem te conhece nunca te esquece….

  26. Severina em 12 de março de 2011 19:59

    é realmente uma vergonha, vou me formar em física no ano que vem e , se a situação continuar assim, os esforços da faculdade não vão acabar em sala de aula… é uma vergonha nacional!

  27. Eliezer F M Gomes em 14 de abril de 2011 15:22

    Professor merece ser respeitado,afinal são eles quen encinan os puliticos en gegral.

    tem que ter uma pulitica mais seria sobre seus direitos, salario dos professores é uma vergonha vergonhosa.

  28. valmira em 27 de julho de 2011 12:14

    O piso do magistério em Peçanha,MG é de 438,00 kkkkkkkkkkkk.

  29. O PROFESSOR MINEIRO E A GREVE DOS lOO DIAS, José de Souza Castro (*) | Fernando Massote em 9 de setembro de 2011 10:54

    [...]  (http://massote.pro.br/2010/02/salario-dos-professores-minas-e-o-18%C2%BA-no-ranking-dos-estados-jose…) Minas é um dos estados que pagam salários mais baixos a seus professores. Era o 18º no ranking em 2010. [...]

  30. Glaydson em 13 de setembro de 2011 18:31

    Primeiramente, gostaria de parabenizar todos os professores do brasil, mas tem muita informação na mídia que deixa a desejar, qual o piso salarial definido nacionalmente? A tabela que salários que algns sites mostram é para 40 horas/aula mas em MG a carga é de 24 horas /aula, então qual o salário real dos professores em MG? Outra crítica que vou fazer é construtiva, olha professores nem sempre têm boa formação ou didática, (acredite eu sei, eu estudei toda a minha vida em escolas públicas de MG e garanto, tem muito nego despreparado trabalhando e é maioria, pergunte a quem estuda, não a formados em escolas particulares) o ensino é fraco realmente mas, sempre foi… porque agora em v´spera de eleições municipais (ano que vem) vem essa coisa toda de salários? Bom tem também muita gente que realiza trabalhos ótimos e ganham pouco no estado de MG, falo de experiência própria e também de visão e vontade própria. Porque os sindicatos de vários lugares e profissões não questionam isso? E Contagem se paga mal também mas ninguém fala nada… eu acho também que a comparação com a PM foi muito triste… primeiro que eles arriscam a vida literalmente, principalmente quando novatos na profissão e segundo que a carga horária é diferente. Então vamos com calma, mas de toda forma reconheço que não só em MG mas também em todo o Brasil o professor ganha poco muito pouco porém tem uma carga horária reduzida em relação a outros trbalhadores de todas as área quase inclusive da própria educação. Mas lei é lei né sr. Anastasia então se nõ estiver sendo umprida tem que cumprir uai.

  31. Glaydson em 13 de setembro de 2011 18:44

    Agora, eu sinceramente acho que a greve não pode ser só dos professores, e sim de todo o povo brasileiro que sofre com esse governo ridículo, senadores e deputados que ganham um rio de dinheiro e que não fazem praticamente nada a não ser liberar filhos e parentada da cadeia, inocentar pessoas que foram pegas roubando e com provas como foi o caso da sra. Jaqueline Roriz, (http://tipsplustips.blogspot.com/2011/08/ali-baba-e-seus-513-companheiros.html) fala sério… cadê os sindicatos levando o povo pra ir lá fazer greve e pedir os direitos sendo aplicados a todos os indivíduos brasileiros ou que vivam no Brasil? Isso que me indigna, principalmente sindicatos e insituições ligadas a educação… isso é um bom motivo pra ir lá fazer manifesações com todos os alunos disponíveis numa escola… vamos acordar gente, quando acabar essa balbúrdia e bagunça em Brasília, vamos com certeza ter mais respeito para todos os profissionais de todas as áreas e níveis.sem precisarmos nos preocupar em fazer políticas ou jogos poíticos.

  32. Glaydson em 13 de setembro de 2011 18:51

    Concordo com a Tania, vejam, leiam e etendam o que ela está falando… porque isso acontece todos os dias em órgãos públicos de MG… comentário de número 18. tanialvesaraujo@hotmail.com, o que vejo é apenas uma tentativa de desvio de atenção de várias coisas que estão acontecendo… obras da copa, denúncias de roubo e desvio de dinheiro no DNIT, em bancos, inocentação de corruptos, etc etc etc… não há o que dizer

  33. MARÍLIA ALVES DE QUEIROZ BARROSO em 26 de outubro de 2011 18:42

    Pior ainda,foi descobrir,após 30 anos de efetivo exercício,que receberia R$ 200,00 de PASEP,uma humilhação.Fala sério,como auxiliar administrativo,durante oito anos,no final ao liberar o meu PIS,comprei uma casa,no caso de professor com 3° grau em matemática recebí o suficiente pra pagar um terço do supermercado.
    Políticos roubando,alunos matando ,aliciados pelo governo,tem toda a razão os colegas professores que saem,abandonam esta carreira.
    Nem sequer temos direito ao ipsemg,pois no interior não há.
    Tenho uma tristeza imensa,de não ter seguido outro caminho.REVOLTA.

  34. MARÍLIA ALVES DE QUEIROZ BARROSO em 26 de outubro de 2011 18:52

    Sem um Salário digno,que incentivo temos para nos preparar mais,fazer cursos,se nem ao menos dá pra nos sustentarmos no mínimo necessário a sobrevivência.e se há filhos como dar-lhes uma educação de qualidade.Pagar como?
    È revoltante ver o salário dos ladrões que ditam leis sem nunca ter vindo à uma sala de aula…sem nunca ter passado humilhações,sofrido desrespeito ,trabalhado doente…..ou visto seus filhos passar falta de algo.
    SIMPLESMENTE HUMILHANTE.

  35. Aline em 1 de janeiro de 2012 02:06

    Só se fala em piso salarial e a Lei 100, que e´uma verrgonha para nosso Estado? Por que as vagas da Lei 100 não foram dispostas no EDital?Por que ninguém no MPU faz nada contra ela?

  36. eunice em 21 de janeiro de 2013 10:56

    E o salario continua uma vergonha!gostaria de saber porque ninguem faz nada!

  37. maria em 29 de janeiro de 2013 15:35

    o salario de professor e uma vergonha nao da para pagar uma consulta.

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