jan
3
O RECEITUARIO TEORICO DO NEOLIBERALISMO José de Souza Castro (*)
Debate político, Leitura da Imprensa, Política Internacional, Política Nacional | 3 de janeiro de 2011 | Envie para um amigo
Sei que os leitores do blog já conhecem os textos do sitio Sin Permiso que são constantemente citados. Li hoje, com especial interesse um artigo de Marshal Auerback, economista norte-americano ligado ao Roosevelt Institute e colaborador regular do New Economic Perspectives e do NewDeal2.0.
Ele faz uma rápida análise dos 40 anos de imposição das políticas econômicas neoliberais. É uma leitura útil no momento em que Dilma Rousseff assume o governo sem nenhuma perspectiva de mudança nessas políticas que castigam a maioria dos moradores deste grande e bobo país.
O que se segue é um breve resumo. O artigo pode ser lido aqui: http://www.sinpermiso.info/textos/index.php?id=3829 . Para se aprofundar na análise, Auerback indica o livro “Conned”, de Yves Smith, fundadora do blog Naked Capitalism. Lançado em março passado, o livro de 368 páginas pode ser comprado na Amazon.com por US$ 19,80.
A autora afirma que a economia estava indo bem até a década de 70, quando se iniciou o trabalho dos economistas de Chicago que contestaram os fundamentos econômicos de Keynes e defenderam a desregulamentação que acabou desembocando na atual crise financeira mundial.
Segundo Auerback, o livro proporciona uma excelente explicação histórica sobre o modo como teorias totalmente infundadas, porém amplamente aceitas, levaram à prática de políticas que geraram o atual estado de coisas. Mostra ainda a capacidade de tais teorias para ressuscitarem, inclusive quando se acumulam contra elas provas conclusivas. O livro documenta a crescente degradação dos economistas profissionais neoclássicos e também a maneira como fundações muito bem financiadas subvencionaram universidades e think tanks que, por sua vez, legitimaram e validaram essas filosofias charlatãs.
Desse modo, a idéia de que governos democraticamente eleitos devem servir-se de políticas fiscais discricionárias para contrabalançar as flutuações do ciclo de gastos não-públicos chegou a ser vista como algo muito próximo do socialismo.
Essa cantilena, não obstante a atual crise que castiga os países capitalistas, será gritada ainda mais alto, caso, numa hipótese pouco provável, Dilma Rousseff venha a fazer aquilo que, imagino, dela espera a maioria dos que nela depositaram seus votos e suas esperanças.
O que não é o meu caso. Estou vacinado contra esse tipo de frustração.
(*) Jornalista.
2.464 visitas


Se você planta árvores sabe que não se pode puxar as primeiras folhas para que ela cresça. Estamos nesta situação. Temos que dar tempo. Há 2 000 anos Cristo disse que somos todos irmãos. Até hoje ninguém acreditou, vai demorar…quem sabe os “indignados” consiguem mostrar que o sistema é falido…e os banqueiros consigam perceber que estão dando “tiro no pé”.
Será que já perceberam que o Bin Laden foi o grande vencedor? Que triste ter de apelar asim.