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TERROR POLICIAL EM NOVA LIMA, Fernando Massote - ver a tradução em italiano (*)
Cidades, Debate político, Direitos Humanos, Minas Gerais, Nova Lima, Política Internacional | 21 de fevereiro de 2012 | Envie para um amigo
O Sr. Américo Barbosa Neto, que é presidente do CONSEP de Nova Lima já me mandou vários recados de uns 4, 5 meses para cá, afirmando que está analisando as denúncias de duas invasões da minha casa, no Bairro, Ouro Velho, em Nova Lima (MG), por parte de policiais armados e sem nenhuma justificativa legal. Invasão, pura e simples, de domicílio privado!!! Igualzinho ao que ocorria todo dia nos piores momentos dos anos mais negros do golpe de estado de l964. Em Nova Lima a PMMG não respeita lei alguma: qualquer cidadão pode ter a sua casa invadida no mais completo arrepio da lei. Existe denúncia mais séria do que essa?
Na última vez fui estúpida e violentamente preso por um soldado, um cabo e uma tenente (*) que, como da primeira vez, entraram em minha residência empurrando uma de minhas filhas e minha mulher. Fui agarrado dentro de casa, colocado na jaula da viatura e levado à força, sem nenhuma explicação legal, à Delegacia, onde ouvi ainda desaforos da tenente, minha carcereira. Qual a razão de tratar dessa forma um homem pacífico, um estudioso, já vitima de violência? Por quê essa perseguição criminosa sem nenhuma justificativa? Minha filha, que é advogada, pediu à tenente um documento que justificasse a invasão de minha casa e minha prisão. A tenente respondeu que “– Eu sou autoridade!” A tenente não tinha a mínima consciência do que é ser uma “autoridade” que, para ela, não é coisa que emana da lei mas depende de uma pura autonomeação! Minha filha, sem pestanejar, por isto mesmo, respondeu: “Autoridade, minha senhora, é quem cumpre a lei!” A tenente “autoridade” fascista, replicou com um violento empurrão em minha filha!
É fascismo ou não é? E porque o comandante da PM de Nova Lima nunca me respondeu? Peço a presença forte dos amigos e dos democratas apoiando este documento em defesa de todos nós e da democracia! Agindo assim a polícia não tem forum legal mas é tão simples e perigosamente um aparelho paralelo do estado!
Se um cidadão conhecido como eu tive já minha casa invadida duas vezes por grupos de policiais violentos e armados, sem nenhuma justificativa legal e sem dúvida alguma, criminosos, o que pode acontecer com os cidadãos menos conhecidos que eu, a qualquer hora do dia e/ou da noite? Eles estão completamente indefesos diante da polícia fascista, miliciana e entregues aos seus caprichos mais dentios! O Estado que não disciplina estas milicias e as deixa agir ao deus dará é um estado fascista.
O meu jardinheiro, muito jovem, pessoa tranquila, sofreu certamente a pior experiência de sua vida nas mãosdos policiais enlouquecidos. Procurando demencialmente uma arma no mais inútil objetivo de justificar a invasão e as outras várias violências, os policiais cercaram o rapaz, pegaram seu embornalzinho de pano e o reviraram de ponta-cabeça. Todos os seus 3 ou 4 pequenos objetos - um pente e seus documentos pessoais - cairam por terra sem que o jovem trabalhador entendesse o que estava acontecendo. Descontrolados, os policiais trataram o rapaz como um perigoso bandido que escondia uma arma!!!
Em ambos os casos das duas agresões contra minha residência eu havia chamado a polícia para me proteger de vizinhos violentos. E o que a PM fez: prendeu o denunciante dos baderneiros e arrolou os denunciados vândalos, vizinhos, como testemunhas, contra mim! Os denunciados foram gentilmente convidados pela “polícia” a acompanhar o “comboio” policial até a delegacia, funcionando como elementos da “escolta policial”!!! Ou seja, é esse um episódio digno do mais veemente repúdio democrático: a PMMG prende o denunciante que quer se defender apoiado na lei e incentiva os criminosos a agir contra a denúncia recebida! Os policiais e os baderneiros agiram como companheiros que se escudavam uns nos outros. Os baderneiros eram mantidos completamente à solta para provocar-me à vontade. Os meus protestos contra esta selvageria de nada adiantaram! Parecia uma desforra dos policiais, apoiados nos baderneiros, contra mim.
O Comandante da PMMG de Nova Lima nem a me responder, pelas “visitas” protocoladas que lhe fiz, se dignou!!! Apresentei, quando da primeira invasão de minha casa, queixa crime e uma promotora mandou arquivar a denúncia!!!
Não é mais do que justo concluir que vivemos, em Nova Lima, em constante clima de terror policial? Já fui à Corregedoria de Polícia de Minas Gerais, fui à Ouvidoria de Polícia, fui à Imprensa, fui três vezes diretamente ao Comandante da PMMG da Cia de Nova Lima. TUDO ISTO DE NADA ADIANTOU!
Por quê o Américo Barbosa Neto, depois de tanto tempo, continua arquivando tudo isso? O CONSEP de Nova Lima continua fingindo que se ocupa da administração comunitário-policial na região de Nova Lima! Concedemos a ele um generoso prazo para que nos respondesse como era de seu dever. Esperar mais não era correto e/ou inteligente.
A minha denúncia tem o mais imediato sentido de conclamar todo cidadão de bem de Nova Lima e de Minas Gerais, os brasileiros onde quer que se encontrem, a apoiar esta denúncia, exigir que as leis sejam observadas, a cidadania e a democracia sejam respeitadas e defendidas!
(*) - Acabo de saber que a tenente, comandante da invasão de minha residência, foi transferida de Nova Lima para BH e promovida a Capitã!!! Esta é a célebre tática oportunista utilizada pela Igreja católica de remover a pessoa criticada promovendo-a, no ato, a cargos mais elevados.
(*) - A tradução em italiano:
IL TERRORE POLIZIESCO A NOVA LIMA (MG)
Il signor Amerigo Barbosa Neto, presidente della CONSEP (Consiglio di Sicurezza Pubblica, formato dalla società civile in contatto con l’amministrazione comunale e la polizia regionale) di Nova Lima, mi ha mandato diversi messaggi 4 o 5 mesi fa, in cui affermava che sta analizzando le denunce di due invasioni della mia casa nel Bairro Ouro Velho di Nova Lima (MG), da parte di poliziotti armati e senza nessuna giustificazione legale. Una invasione pura e semplice di domicilio privato. Proprio come succedeva tutti i giorni nei peggiori momenti degli anni più neri del golpe di stato del 1964. A Nova Lima la PMMG (Polizia Militare del Minas Gerais) non rispetta alcuna legge: qualunque cittadino può ritrovarsi con la casa invasa nel più completo disprezzo della legge. Esiste denuncia più sacra di questa?
L’ultima volta fui stupidamente e violentemente preso da un caporale e da una tenente che , come la prima volta entrarono nella mia residenza dando uno spintone a una delle mie figlie e a mia moglie. Fui agguantato dentro casa, sbattuto sul cellulare e portato di forza, senza nessuna spiegazione legale, in commissariato, dove dovetti ascoltare ancora le ingiurie della tenente mia carceriera. Qual è il motivo per trattare in questo modo un uomo pacifico, uno studioso già vittima di violenza? Perché questa persecuzione insolente senza nessuna giustificazione? Mia figlia, che è avvocato, chiese alla tenente un documento che giustificasse l’invasione della mia casa e la mia carcerazione. La tenente rispose: “Io sono l’autorità”. La tenente non aveva la minima consapevolezza di cosa significhi essere un’autorità, che secondo lei non è una condizione che emana dalla legge ma che dipende da una semplice autoproclamazione. Mia figlia, senza batter ciglio, proprio per questo rispose: “L’autorità, signora, è chi applica la legge”. La tenente, “autorità” fascista, rispose con un violento spintone a mia figlia. Questo è o non è fascismo? E perché il comandante di PM di Nova Lima non mi ha mai risposto? Penso alla forte presenza degli amici e dei democratici in appoggio di questo documento in difesa di tutti noi e della democrazia. Agendo così la polizia non si muove in un ambito legale ma agisce semplicemente e pericolosamente come un apparato parallelo dello stato.
Se un cittadino conosciuto come me ha avuto la sua casa invasa già due volte da gruppi di poliziotti violenti e armati, senza nessuna giustificazione legale e con un comportamento senza nessun dubbio criminoso, cosa può succedere a dei cittadini meno conosciuti di me a qualsiasi ora del giorno e/o della notte? Essi sono completamente indifesi di fronte alla polizia fascista e in preda alle sue voglie più autoritarie. Lo Stato che non disciplina queste milizie è uno stato fascista.
Il mio giovane giardiniere, persona tranquilla, ha certamente subito la peggior esperienza della sua vita nelle mani dei poliziotti impazziti. Alla folle ricerca di un’arma con l’obiettivo più che mai inutile di giustificare l’invasione e le altre svariate violenze, i poliziotti hanno avvicinato il ragazzo, preso la sua sacca di tela e l’hanno rivoltata completamente. Tutte le sue poche cose, un pettine e i suoi documenti personali, sono caduti per terra senza che il giovane lavoratore capisse quello che stava succedendo. Perso ogni controllo i poliziotti trattarono il ragazzo come un pericoloso bandito che nascondeva un’arma.
In entrambi i casi delle due aggressioni contro la mia residenza avevo chiamato la polizia per difendermi da vicini violenti. E cosa ha fatto la PM: ha fermato il denunciante delle canaglie e ha trasformato i vicini, denunciati come vandali, in testimoni contro di me. I denunciati furono gentilmente invitati dalla “polizia” ad accompagnare il suo furgone fino al commissariato, come se fossero una scorta. Ossia questo è un episodio che richiede il più veemente ripudio democratico: la PMMG ferma il denunciante che vuole difendersi appoggiandosi alla legge e incentiva i colpevoli ad agire contro la denuncia ricevuta. I poliziotti e quei furfanti/mascalzoni/farabutti si comportavano come compagni che si spalleggiavano a vicenda. I farabutti erano lasciati pienamente liberi di provocarmi a volontà. Le mie proteste contro questo attacco selvaggio non hanno avuto nessun risultato. Sembrava una vendetta dei poliziotti contro di me, col sostegno di quei farabutti.
Il Comandante della PMMG di Nova Lima non si è neppure degnato di rispondere alle visite “protocollate” che gli feci. In occasione della prima invasione della mia casa presentai una protesta e il pubblico ministero ha fatto archiviare la denuncia.
Non è dunque più che giusto concludere che a Nova Lima viviamo in un costante clima di terrore poliziesco? Sono stato in Pretura, sono stato….., mi sono rivolto alla stampa, sono andato tre volte direttamente dal Comandante della PMMG della Compagnia di Nova Lima. TUTTO QUESTO NON HA PORTATO A NIENTE.
Perché Amerigo Barbosa Neto, dopo tanto tempo, ora sta archiviando tutto questo? Perché il CONSEP di Nova Lima continua a fingere di occuparsi dei rapporti tra la società civile e la polizia nella regione di Nova Lima? Abbiamo loro concesso un generoso lasso di tempo perché ci rispondessero come era loro dovere. Aspettare ancora non sarebbe corretto e/o intelligente.
La mia denuncia ha prima di tutto/soprattutto lo scopo di chiamare a raccolta tutti i cittadini onesti di Nova Lima , del Minas Gerais, di tutto il Brasile, ovunque essi siano, per appoggiare/sostenere questa denuncia, esigere che le leggi siano osservate, che la cittadinanza e la democrazia siano rispettate e difese .
P.S. Sono appena venuto a sapere che la tenente che ha comandato l’invasione della mia residenza è stata trasferita da Nova Lima a Belo Horizonte e promossa capitano. Questa è la ben nota tattica opportunista utilizzata dalla Chiesa Cattolica di rimuovere la persona criticata promovendola, nell’atto stesso/di fatto, a un incarico più elevato.
Questo spiega anche perché non mi hanno risposto. Rispondendomi avrebbero assunto la responsabilità per l’azione arbitraria della tenente e non avrebbero potuto promuoverla.
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Caro Massote,
toda minha solidariedade. Seria necessário para dar ao leitor total credibilidade a sua denúncia que nos (aos leitores) fornecesse detalhes sobre sua queixa crime, pois deve haver protocolo, registro etc. Para mim é gravíssimo o que narra:”Em ambos os casos eu havia chamado a polícia para me proteger de vizinhos violentos. E o que a PM fez: prendeu o denunciante dos baderneiros e arrolou os denunciados vândalos, vizinhos, como testemunhas, contra mim! Os denunciados foram gentilmente convidados pela polícia a acompanhar o “comboio” policial até a delegacia, funcionando como elementos da “escolta policial”! Absurda esta atitude da PM!
Caro Delcio,
Tudo, evidentemente, foi documentado. O próprio delegado de turno, que foi instado a cuidar do caso e assinou a minha liberação, poderá, certamente, ser chamado a testemunhar, assim como os demais protagonistas do fato.
Na primeira invasão os militares chegaram, simulando, teatralmente, táticas de aproximação tipicamente militares, quase rastejando, e disseram que eu tinha uma arma.
Ficaram muito surpresos quando saí até o portão da rua e o abri tranquilamente…
Respondí que a acusação era gravíssima e que a lei é rigorosa no caso desse tipo de denúncia, envolvendo a existência de armas: que eles, então, achassem a arma senão receberiam uma contra-denúncia pesada.
Chegaram a ser tão estúpidos e brutais que abordaram o meu jardinheiro - uma pessoa muito jovem e muito simples - e reviraram de ponta-cabeça o seu embornalzinho de pano. Poderiam ser menos estúpidos e dialogado com ele, pedindo, de forma cortez, que ele mostrasse o embornal.
Todos os pertences do rapaz, 3 ou 4 pequenos objetos como uma pente e seus documentos, foram brutalmente jogados ao chão sem que, evidentemente, nada de tão estranho como uma arma fosse achado nem alí nem em lugar algum!
Mas nem por isto desistiram da ação criminosa, montando, logo em seguida, um espalhafatoso cortejo até a Delegacia da polícia Civil. Impuseram-me as algemas não obstante o meu protesto e da família, para agradar os vândalos que agrediam minha casa, abriram as sirenes da viatura chamando a atenção para o ato criminoso.
Professor, minha solidariedade, antes de tudo. Será que diante de uma polícia como esta teremos que gritar qualquer dia desses como o Chico Buarque dos velhos tempos da ditadura, “chame o ladrão, chame o ladrão”?
Talvez fosse o caso de divulgar o nome dessa tenente, para que sociedade civil possa se proteger. É o tipo da atitude ilegal que, se não for devidamente castigada, tende a atrair seguidores. Se uma tenente pode isso, ela pode mais. Se ela pode isso, é porque tem por trás o respaldo de alguém ainda mais poderoso. Quem será esse alguém? O comandante geral da PM? O secretário da Segurança? O governador?
Será que nenhum desses aí tem algo a declarar? Não podem agora alegar que não sabem. A denúncia é pública e o blog do professor Massote é lido.
[...] TERROR POLICIAL EM NOVA LIMA, Fernando Massote [...]
Massote:
Deve sempre ser denunciada e condenada a ação truculenta da polícia, como você está fazendo agora. Apoio sua conduta, levando o assunto para os altos escalões da polícia, embora não esteja fazendo efeito.
Preocupante é a sua reflexão de que, se um professor universitário está sujeito a atitude injustificada da polícia, devemos imaginar a que está sujeito o cidadão humilde e excluido da sociedade!
Um abraço do
Cid Velloso