A História pela Metade

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Cartaz do lançamento do livro “História pela Medade - Cenários de Política Contemporânea”

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Comentários:

25 comentários sobre “A História pela Metade”

  1. Marcio Fagundes em 10 de dezembro de 2005 19:21

    Cenários contemporâneos

    O professor Fernando Massote lança o seu livro ‘A História pela Metade’, nessa terça-feira, na Casa do Jornalista. A obra reúne ensaios sobre a política nacional e internacional. O autor não gosta de deixar pedra sob pedra quando aprecia um tema nesse campo, ainda mais depois da globalização da economia.

    Marcio Fagundes - Jornal Hoje em Dia - 10/12/2005

  2. Domingos Giroletti em 13 de dezembro de 2005 19:19

    Caro Prof. Massote, B. Hte., 13 de dezembro de 2005

    Parabéns pelo lançamento do livro, A História Pela Metade – Cenários de política Contemporânea. Certamente, uma referência obrigatória para quem quizer pensar a política brasileira daqui para frente.

    Abraços,

    Domingos Giroletti (professor do depto. de ciência política da Fafich/Ufmg)

  3. Luiz Fazito em 4 de janeiro de 2006 19:20

    Belo Horizonte, 04 de janeiro de 2.006

    Caro amigo Massote,

    Afazeres profissionais retardaram o envio dos meus comentários mas tive, também, assim, mais tempo para refletir sobre o livro. Pude atentar para o prefácio do Mauro e pensar sobre a questão por ele levantada: ainda se pode entender os conceitos de direita e esquerda? Vamos deixar para outra ocasião esta polêmica.

    Prometi pontuar meus modestos comentários com suas crônicas e aí vai:

    A DEMOCRACIA SUBSTANTIVA

    “ENQUANTO O VELHO NÃO MORRE E O NOVO NÃO NASCE, DÃO-SE TODOS OS TIPOS DE ABERRAÇÃO”
    Antônio Gramsci

    Cronistas do cenário político brasileiro e mundial, publicados nos vários meios de comunicação, vivem o conflito de dissertarem sobre a pressão de dois focos: suas próprias convicções e seus compromissos com seus empregadores da mídia. Tem sido assim desde Gutemberg. Para citar apenas um, célebre, do nosso passado, lembremos o Machado de Assis cronista do Império. Amigo de D. Pedro II, jamais o confrontou com as grandes questões políticas de seu tempo, inclusive a que lhe tocava fundo a alma negra. Temos, então, toda sorte de críticos, desde os mais vendidos e cínicos, aos mais éticos e coerentes, passando por uma ampla gama de néscios, obviamente.

    Não preciso entoar loas ao Massote para colocá-lo no grupo seleto dos intelectuais íntegros e sérios: sua biografia fala por si. O que pretendo reforçar nestes comentários é a coerência com que ele vem proclamando seus ideais. A “História Pela Metade” é, talvez, seu melhor testemunho.

    O livro foi composto com crônicas sobre o cotidiano político do Brasil e do mundo contemporâneo num espaço temporal que não visa cronologia, mas que tem uma lógica, que se revela ao final da leitura. Falarei dela no final. Cada crônica tem um assunto concreto e real da nossa vida política. O que as faz pertinentes é a universalidade e a perenidade que cada uma encerra. Isto se dá por causa da abordagem crítica que o autor faz quando analisa, como cientista político, seu mote, seja ele uma baderna festiva em horas impróprias, como em “Viva o Barulho” , seja quando denuncia a unilateralidade da política de Bush, como em “Não Somos Amados”.

    A “História Pela Metade”, crônica que dá nome ao livro, tem esta pertinência, pois é o que o livro pretende: nos contar a outra metade da história, aquela justamente que universalisa qualquer ato humano, político por definição. Ao nos remeter a Tommasi di Lampedusa e seu Gattopardo, nos mostra o mecanismo de engodo das classes dominantes, prontas para absorver o novo que não é novo, no caso o PT. Está crônica é, em certa medida, profética. O “Jesuitismo Tardio” também nos mostra esta dupla face das elites, já aí no nível da política de sobrevivência da (s) igreja (s). O microcosmo de Campo Belo é o macrocosmo do mundo: também tive meu frei Zacarias que é só um outro nome dos seus padres Egídio e Justino Obers.

    Todas as crônicas têm o mérito de denunciar o desprezo que as classes dominantes têm pelos povos. Ao lembrar Aldo Moro e a “Strategia della Tenzione”, mostra como a possibilidade de união democrática entre comunistas e setores sociais democratas liberais produzem reação violenta e cruel: estão dispostos a reconhecerem derrotas se puderem dominar o gattopardo.

    Atento aos acontecimentos políticos que estão transformando o mundo capitalista moderno, denuncia o unilateralismo de Bush e sua arrogância hipócrita, quando o desmascara em “O Cardeal de Nápoles”, onde vê, com apreensão, as falas messiânicas deste novo Hitler. Observa, com certa reserva, que a decadência do “Império Na Encruzilhada” tem seu contraponto em “A Grande Virada”, reação esperada do velho continente, encabeçado pela França, a esta ameaça unilateral de Bush ‘a democracia mundial. Outras esperanças são mostradas nas crônicas sobre a “Rebeldia dos Chiapas” e a “Sublevação Boliviana”, esta última também profética.

    O alerta para os dirigentes do Brasil está em “Aqüífero Guarani”: qualquer desculpa esfarrapada servirá para uma futura expropriação desta riqueza natural que, em trinta anos, valerá mais que ouro. Já não bastasse a Amazônia…
    No plano nacional, suas críticas se mostram não só pertinentes, como proféticas. Começa com a esperança de todos em Lula e a advertência de suas dificuldades, de “Dimensões Asiáticas”. Suas críticas se reportam, por várias vezes, ao neoliberalismo de FHC e sua turma. A “Estratégia do Declínio”, talvez, seja seu melhor ponto porque desmascara o marketing de FHC, no seu afã de escamotear da opinião pública o fracasso de seu governo neoliberal, com as trágicas conseqüências para o povo: desemprego, corrupção, abandono do Estado de suas obrigações sociais, desmoronamento da máquina estatal, aumento da criminalidade e outras mazelas. São nas crônicas como “Escola para Todos”, “Em Defesa da Universidade Pública”, “Campanha de Cretinização”, “Politicamente Correto” , e outras muitas, que se vê como o micro revela o macro: tais situações são fruto de uma política global de abandono estatal de suas obrigações. Talvez a melhor crônica exemplo seja “Transporte Coletivo”, onde a crise dos perueiros em Belo Horizonte levou a confronto aberto nas ruas. O caso foi tratado, como sempre, como na “A Política do Tranco”, como caso de polícia (pelo menos desta vez a PM teve algum bom senso). É claro que o Estado não pode se omitir destas questões! Massote cita números da Europa que mostra que o transporte coletivo tem que ser subsidiado pelo Estado. Suas denúncias do descaso proposital dos governos recentes para com a educação pública são um interesse à parte, já que como professor militou por anos contra o conformismo e o interesse corporativo das universidades brasileiras. Crônicas como “Geração Coca Cola”, “Escola Para Todos”, “Em Defesa da Universidade Pública”, entre outras, fazem a denúncia crítica de até onde nos levou tal política. È irônico pensar em Walfrido Mares Guia, ex-Ministro da Educação, mega empresário da educação que é!… Daí esta idéia “produtiva” de prestação de serviços remunerados pela escola pública. Não se pode fechar a escola pública em redomas, com a sociedade em “volta”, como bem fala Massote. Não se furta à críticas atuais ao governo Lula, que, como já sabemos, está longe das propostas democratas de campanha, como vemos em “Na Corda Bamba”, profético em relação ao nobre Deputado Federal Sérgio Miranda, que manteve sua postura em defesa do povo.

    As políticas de segurança tem sua atenção pontuada no trabalho de Júlia Lembruger em “Nau Sem Rumo”, onde se denuncia mais uma vez que o trabalho do Estado não pode ser substituído pela sociedade civil, como quer a cartilha neoliberal.

    As comparações das classes políticas do passado com as atuais revelam o descompasso que há na mentalidade das classes dominantes. Ao se negociar com o gattopardo, os políticos profissionais de um passado recente, revelavam uma característica que falta aos atuais. Eles eram, como mostra a comparação que “Paixão e Ambição” enfoca, apaixonados como Tancredo e não ambiciosos, como o neto Aécio Neves. A terna lembrança que em “O Brilho de Brizola” se vê, nos remete ao projeto nacionalista abortado pelo golpe de 1.964. Havia, sim, coerência e decência em Brizola, que os inimigos do povo tanto detrataram em vida.

    A análise da descaracterização dos partidos políticos como forças capazes de cooptar o sentimento democrático do povo, de aglutinar interesses setoriais e de classes distintas, cadinho essencial da democracia, não o desanima, propõe nova cara para estes partidos, como vemos em “Crise dos Partidos”. Soluções democráticas novas como o trabalho associativo, as ONGS e outras formas de mobilização social são lembradas.
    Lênin, se não me engano no seu livro “As Táticas da Social-Democracia na Luta Democrática” afirma que definições de democracia pedem adjetivos. Todas as autocracias burguesas modernas se auto-adjetivam. Lênin as resume no termo democracia burguesa. Afirmava que a verdadeira democracia seria a democracia comunista. Ainda um adjetivo!…

    Massote não se furta a criticar estas democracias adjetivas. Na verdade, desnuda suas trapaças, seus engodos, sempre na busca de uma democracia substantiva, que crê ser a única via para um futuro mais humano. Dá prova de objetividade quando em alguns artigos, critica o atual governador de Minas - o que em represália pela energia conceitual e política das suas formulações levou ao abrupto e raivoso cancelamento do seu nome como articulista do ainda principal cotidiano mineiro - e em outro, “A Política do Show”, o contraditório Fidel Castro.

    Comecei estes comentários citando Gramsci, como o Massote, em seu livro, não por acaso, já concordo com ele sobre a realidade que estamos vivendo hoje: o novo ainda não chegou e o velho não serve mais. Até lá, é viver esta michórdia que aí está!…

    O que é, então, A HITÒRIA PELA METADE? Cenários de um vasto campo político, costurado como uma colcha de retalhos de democracias adjetivas, que vista à distância, nos revela um mundo complexo e muito afastado desta democracia substantiva e tão desejada e que, um dia será realidade. Assim pensam os “homens de boa vontade”.

    Abraços e felicidades neste ano de 2006 que se inicia.

    Luiz Fazito.
    (médico e pensador político)

  4. Juan Carlos em 26 de janeiro de 2006 19:15

    Transição pela metade do modelo humboldtiano

    Querido Prof. Massote,

    Acabei de ler “A história pela metade”. Parabéns! Gostei muito do livro. Instigante, pertinente, crítico e por vezes até mordaz, propositivo. Tenho várias sugestões para desenvolver ainda mais os seus temas.

    São contundentes e argutas as suas posições sobre o terrorismo, anti-terrorismo, desarmamento, neoliberalismo!… Alguns artigos já abordam e desenvolvem a questão da derrocada petista. É uma pena que o domínio http://www.massote.pro.br não esteja sendo atualizado(1), pois aí teríamos um aprofundamento do debate e da análise (com o devido contexto histórico e sociológico) sobre os desdobramentos da crise petista.

    Eu preciso destacar os artigos e comentários do livro sobre a universidade pública brasileira. Eles poderiam perfazer uma reflexão de maior fôlego sobre a transição “pela metade” do modelo humboldtiano, alemão e universalista ao modelo universitário-empresarial norte-americano. Não temos nenhum dos dois de maneira completa, coerente e, tampouco, um terceiro modelo.

    Escreverei com mais vagar.

    Juan Carlos (Professor de filosofia, Guarulhos-SP)

    Home Page: http://euclidesite.sites.uol.com.br

    1. A Home Page, depois de um longo período de paralização, está em fase de atualização desde 25.01.2007
  5. Antônio Luiz Castilho em 15 de fevereiro de 2006 15:35

    O livro do Professor Fernando Massote promove um bem-sucedido encontro entre a crônica e a filosofia política. Trata-se de uma obra fortemente estimulante. Ao perpassar momentos da política nacional e internacional com um olhar que não se restringe ao “episódico”, mas que alcança o que subjaz àquele, Massote revela-nos sua plena maturidade intelectual.

  6. Arnoldo de Souza em 16 de fevereiro de 2006 19:21

    Encravado nas ferríferas de Nova lima, quase que como um elmo medieval a proteger sua silhueta, Massote nos traz luz sob a forma de reflexão socio-política, os cenários da comtemporaneidade. Num tempo de descuidos, de falar por falar e de desesperança, ele, com o vigor de seu texto, sua preocupação com o estilo e sua verve libertária, nos propõe pensar, refletir e agir. Conta-nos a história aos fragmentos de metades e tres quartos, de inteiros e seus sextos, enfim, desnuda a paixão que encobre a política mostrando a vereda social que devemos itinerar para recuperarmos o tônus e a perspectiva de sairmos do marasmo, desconstruindo a cidadela erguida pela elite brasileira contra o avanço da sociedade e a dignidade biologica e ambiental de todos nós. Desfaz o mito, instiga à luta e belisca nossa pele para, nestes cenários, nos inserirmos todos na outra metade que deveremos contar e fazer. Merece ser lido por oportuno e necessário para os que querem avançar no entendimento de nossas dificuldades, e portanto, também de nossas possibilidades.

    Arnoldo de Souza
    (médico, poeta, homem político)

  7. Juan Carlos em 18 de fevereiro de 2006 19:15

    Juan Carlos (*)
    Energia social e política – orgânica e não - dos grupos, classes sociais e lideranças sociais e políticas

    O título é inspirado numa sentença do advogado e político Gustavo Capanema: “Na política (…), precisamos contar com uma parcela de energia e com outra de jeito” (p.50). Segundo Massote, ficamos com a parcela do jeito em detrimento da energia. A energia de que se trata é a da força expansiva produzida pelas classes e/ou forças sociais orgânicas que colocam o seu peso no desenvolvimento econômico e no avanço democrático.

    A história pela metade tem por base uma coletânea de artigos publicados em jornais e retrabalhados – com pequenos e certeiros retoques - no quadro de uma nova unidade que é o livro. O resultado é uma construção orgânica que traduz uma leitura singularmente estável da situação brasileira e mundial que vivemos no último decênio. Poucos livros são menos efêmeros ou fugazes. O trabalho reúne 63 trabalhos divididos entre nove temas recorrentes: imperialismo estadunidense, educação e universidade pública no Brasil, partidos políticos, violência, petismo, bipolarização Lula e FHC, terrorismo, democracia e transporte público. É natural que o grande peso das observações esteja concentrado no Brasil (37 dos 63 artigos) e Estados Unidos (12 dos 63 artigos), pois a invasão do Iraque e a questão social política e brasileira foram presença singularmente intensa nos noticiários nos últimos tempos.

    Massote pertence a uma categoria distinta de intelectuais: os intelectuais públicos. Daí o caráter militante e jornalístico de seus textos. O autor insiste, amiúde, em desenvolver meios alternativos de informar e interpretar, rompendo com a censura imposta pelos proprietários de jornais, grupos de interesses econômicos e seus fiéis servidores na
    profissão jornalística. Perseguido pela ditadura militar de 64, persiste assumindo a defesa de políticas alternativas e recusa a cooptação material. Ele está, ainda, munido de conhecimentos teóricos orientados no sentido da crítica de uma ordem econômica e política cronicamente injustas, tanto no Brasil quanto no mundo.

    O autor revela sua “energia” desvendando os mecanismos da perpetuação do poder e/ou hegemonia, compreendendo as práticas políticas e o sentido histórico das ações coletivas, e rejeitando a manipulação das informações e o monopólio da verdade por parte do “stablishment” . Emblemático, do ponto de vista ético, é o artigo “Viva o barulho!”, que trata da impunidade.

    Para os estudiosos da política, este livro é uma fonte indispensável de revitalização do espírito crítico. Nas suas páginas encontramos subsídios para expurgarmos o embrião de uma nova-velha ordem mundial gestada por uma elite xenofóbica e militarista (p. 180-2) e, além disso, rejeitarmos o protofascismo que domina o sistema político dos países desenvolvidos, especialmente dos Estados Unidos da América (p. 82, 120, 238). Se, na década de noventa, a hegemonia do capital monopolista era praticada através dos ajustes econômicos e a hegemonia intelectual pelo pensamento neoliberal, o novo padrão político assumido pela direita mundial é a dominação coercitiva e a imposição militar de modelos políticos sobre os povos (p. 245-8).

    Massote considera que com a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva poderíamos ter visto abrir-se, no continente latino-americano, um caminho novo para o estabelecimento de relações internacionais cujos pilares fossem o desenvolvimento, a solidariedade e o multilateralismo da política externa. Ficou logo claro, para ele, no entanto, que “o PT não tem uma análise minimamente consistente das exigências do seu desenvolvimento político mais amplo e dos percalços que deve enfrentar como nova força virtualmente hegemônica capaz de dar um rumo alternativo às relações políticas do Estado e no país.” (p. 199-200). Das cinzas do petismo tomará forma uma alternativa de renovação?

    Os artigos e comentários sobre a universidade pública brasileira poderiam compor uma reflexão de maior fôlego sobre a transição “pela metade” do modelo humboldtiano, europeu e universalista ao modelo empresarial norte-americano. Não temos nenhum dos dois de maneira completa, coerente e, tampouco, um terceiro modelo alternativo. Podemos aventar a hipótese, baseada no artigo “Entreguismo e privatização” (p. 102-4), de uma transição
    acidental ou, infelizmente, fatalmente concretizada em médio prazo, do modelo europeu ao norte-americano. Afinal, as universidades privadas já ganharam um substancial “capital humano” ao final da “Era FHC”. Logo, não levará muitos anos para que o modelo empresarial estadunidense seja implantado como o único modelo possível na lógica do Mercado (sim, assim maiusculizado, pois o Mercado ganhou status de divindade).

    O livro termina com a esperança de um país sem tortura (Tortura nunca mais, p. 249-251) e uma reflexão sobre a infra-estrutura brasileira baseada na questão do transporte público (p.252-5). No cenário conturbado que vivemos nos dias atuais, o do mundo unipolar, a leitura de luta antiimperialista versus hegemonia americana, outro dos maiores temas do livro, é muito importante para uma real compreensão dos conflitos internacionais na atualidade.

    (*) professor de filosofia (Guarulhos-SP)

  8. Ricardo Apgaua em 20 de fevereiro de 2006 19:21

    Massote,

    Lendo “A história pela metade” do meu amigo Fernando Massote, encontrei belas crônicas do nosso cotidiano político. São artigos apresentados sob o rigor analítico de um mestre que conhece a história universal e busca, com ela aliada às suas convicções filosóficas, moldadas na sua vida de militância e de estudos, permear uma abordagem dialética das mazelas que as conjunturas políticas nos vão apresentando a cada dia.

    Surpreendeu-me ver como uma coletânea com comentários sobre momentos específicos da nossa história recente, pôde se fazer tão atemporal e extrapolar os fatos a que ela se refere. Esta atemporalidade se baseia na prática da análise de fatos desde uma perspectiva que os afasta das conjunturas e os insere em uma perspectiva mais ampla.

    Não importa quais são os nossos pontos de convergência. Seguramente não são tantos como eu gostaria. Fosse fácil, para a nossa esquerda, obter consensos e, estou convencido, hoje habitaríamos o paraíso. Faz-se, no entanto, imprescindível que comecemos a discutir e a olhar para frente, que sejamos autocríticos, mas que apresentemos projetos. Não podemos nunca nos esquecer que estamos diante de uma escolha e, esta nos exige, além da tolerância no debate, um imenso esforço analítico nas nossas críticas, uma enorme criatividade nas nossas propostas e, sem dúvida, muita coragem na sua implantação.

    Diante de nós um dilema: ou perpetuamos os cruéis e ineficientes modelos de gerenciamento político e social deste país em que vivemos ou buscamos, quebrando paradigmas, modelos que desafiem o senso comum, elaborado em séculos de inércia, para criarmos bem estar social abrangente e uma democracia “pleonástica”, ou seja, econômica, social, política, ampla, sólida e duradoura.

    Há quase quinze anos foi-nos dada a chance de mudar o Brasil e, de repente, quase todos esquecemos do que havíamos escrito. Temos em nossas mãos um paciente e um diagnóstico comum. Acho que chegou a hora de quebrarmos paradigmas e propor receitas sem medo de aplicar procedimentos cirúrgicos inovadores e eficientes.

    Assumindo, numa interpretação livre, o espírito do livro, acho que é hora de se construir a outra metade da história com um verdadeiro projeto de sociedade que abandone os vaidosos, inócuos, anti-democráticos e corruptos projetos de poder.

  9. Gilson José de Oliveira Júnior em 26 de fevereiro de 2006 19:18

    Caro prof. Massote,

    Interesso-me muito pelos seus trabalhos. Acompanhei todos os artigos que o Sr. escrevia (sobre a invasão do Iraque, o militarismo de Bush e a política brasileira) no jornal “Estado de Minas” todas as sextas-feiras. Eles me foram muito úteis e se tornaram meus referenciais para a monografia de conclusão de curso. Considero apuradíssima a sua visão do cenário político. Ela foi, como já disse, fonte de inspiração para o meu trabalho. Interesso-me pela ciência política aplicada ao direito internacional público. Vou continuar acompanhando seus escritos. Compartilho sua visão crítica do atual processo eleitoral.

    Gilson José de Oliveira Júnior (Conselheiro Lafaiete – MG)

  10. Délcio Vieira Salomon em 26 de fevereiro de 2006 19:18

    Caro Massote,

    Estou lendo o seu livro. Dizer que você escreve bem, é fazer panegírico do óbvio. Escreve bem demais!. Estou gostando muitíssimo. Pena que você não tenha uma Globo para promover seu trabalho. Além de atraente, é pedagógico. Mereceria ser distribuído em todos os cursos universitários brasileiros. A tutti quelli che hanno bisogno di coscientizzazione política.. Bravissimo, compagno! Aspetto che tutti i tuoi lettori abbiano la stessa impressione che mi hai proporzionato. Tu sei il nostro Lampedusa! (A todos que precisam de concientização política. Espero que todos os seus leitores tenham a mesma impressão que a leitura me proporcionou)

    Forte abraço

    Délcio Vieira Salomon
    Professor doutor de sociologia
    Ex-diretor da Fafich/UFMG

  11. Mauro Werkem em 26 de fevereiro de 2006 19:19

    Caro professor Fernando Massote:

    Parabéns pelo lançamento. Acho que foi uma ótima noite. Mesmo sendo época de Natal e a noite chuvosa, foi muito boa a presença, especialmente pela qualidade das pessoas. Tive oportunidade de repassar o livro. Os artigos são atuais, inteligentes, pertinentes, instigantes, adequados a uma indispensável reflexão que todos os cidadãos, brasileiros sobretudo, precisam fazer sobre seu País e o futuro. A publicação tem, a meu ver, uma grande adequação ao momento que vivemos, de poucas idéias, de grande falta de discussão e reflexão, de falta de novos caminhos. Sinto que vivemos difíceis tempos de falta de perspectiva, de grave pessimismo, em que as forças obscurantistas, do conservadorismo e do atraso, da falta de posturas solidárias e humanistas, vão tomando conta do País. O livro, os artigos variados e que tratam de questões da nossa realidade, é um sopro importante, muito significativo, uma preciosa contribuição, um momento de respiração, neste quadro geral tão adverso. Precisamos mesmo de um novo ponto de partida.

    Mauro Werkem, Jornalista/ex-presidente da Fundação Clóvis Salgado

  12. Carlos Alberto de Barros em 26 de fevereiro de 2006 19:22

    Caro Fernando,

    Depois dos depoimentos do Werkema e do Delcio Salomon o que mais restaria a falar? Eles disseram tudo, com o brilhantismo habitual. Entretanto, isso não me priva totalmente de formular algumas considerações.

    Li o livro de uma só enfiada, já que é matéria aprazível de ser rastreada, seja pelos temas abordados, seja pela clareza e simplicidade com que trata de assuntos da maior relevância política. Simplicidade e clareza de estilo, eis aí os aspectos mais desfrutáveis do texto, o que me parece constituir a qualité maîtrese do seu talento de escritor.Digo isso porque vivemos num País onde o obscurantismo anda à solta, enrustido em textos cada vez mais nebulosos sobre o comportamento da vida econômica e sociológica, dentro da qual vivemos e nos agitamos. Acho isso tudo um horror, eu que sempre atribuí à clareza o recurso primacial e mesmo imprescindível da comunicação através da palavra escrita. Com efeito, no meu pensamento, de todas as formas de inteligência, aquela ligada à inteligibilidade sempre esteve em primeiro plano. E acho que, também, é por aí que se estruturou o seu talento de escritor.

    Por outro lado, Fernando, entrevi nos seus escritos uma linha conceitual de ação popular voltada para o desenvolvimento social do País, escoimadas as misérias e pequenezas do microcosmo político atual, responsável pelo afundamento moral em que se resvala a grande maioria dos homens aos quais confiamos a direção do nosso destino como nação emergente. Não sei, não acredito que possam surgir alternativas ao populismo que se instaurou, regido pela deslealdade partidária,, pela fraca e falsa conceituação ideológica, pelo fascínio do poder desse histrião/falastrão, embriagado (nos dois sentidos) pelo cargo, esse oligofrênico que vocês elegeram, você também, desculpe, meu caro Fernando. Impressiona-me como ele conseguiu sensibilizar homens da altitude de um Antonio Candido, um Antonio Callado, um Florestan Fernandes ! Sabido ele é, devo reconhecer. Apenas isso.
    Tudo o mais, como diria o nosso Machado, “é ilusão e mentira”.

    Assim, 2006 é Lula outra vez, mesmo porque, como disse, as alternativas são pobres frente a um candidato sem qualquer escrúpulo, leviano, demagogo, com o poder nas mãos, dinheiro a fartar e o populismo amparado, entre outros artifícios, por esse beato da roça, bobo e ingênuo, chamado Patrus Ananias. Frei Beto é outro. Como dizem em Portugal, “é d`arrebimbar o malho”!
    Fernando, sou um cético e, até agora, na iminência de bater o pacau, não consigo fazer a menor idéia sobre as perspectivas políticas do Brasil. Por conseguinte, não sei para aonde vou, ou para aonde vamos.. Faço meus os versos finais de Cântico Negro do grande poeta português José Régio que aqui viveu, em Porto Alegre, por largos anos:

    “Ninguém me diga: ”vem por aqui”!.
    A minha vida é um vendaval que se soltou
    É uma onda que se alevantou
    É um átomo a mais que se animou…
    Não sei para aonde vou
    Não sei para aonde vou
    -“Sei que não vou por aí…!”

    Espero ardentemente que, em breve tempo, eu possa ter um caminho para aonde ir. E, ao palmilhá-lo, muito me agradaria sentir os seus passos a meu lado.

    Um grande abraço e os renovados parabéns do

    Carlos Alberto de Barros (médico e escritor)

  13. Cid Velloso em 16 de junho de 2006 19:19

    Terminei de ler o seu livro.

    Seu texto confirmou o que sempre apreciei em seus escritos: estilo elegante, exato, na medida certa, fluente, não rebuscado, gramaticalmente impecável e com utilização precisa das palavras.

    O conteúdo é crítico com racionalidade, irônico, combativo, às vezes impiedoso, mas sempre contra-hegemônico. A abordagem de seus textos é universal, tratando de tudo que interessa aos homens no momento e no futuro.

    Os estudantes precisam ler o seu livro.

    Parabéns pelo trabalho.

    Vamos esperar ansiosamente pelo próximo.

    Um grande abraço do
    Cid Velloso

    (ex-reitor da UFMG)

  14. Lupércio F. Bessegato em 22 de junho de 2006 19:16

    Projeto de país/projeto de poderCaro Prof. Massote,

    Almoçamos juntos há alguns meses no restaurante da Praça de Serviços da UFMG. Adquiri seu livro. Foi uma leitura ótima, pela atualidade dos escritos e pela profundidade das opiniões. Percebi uma visão diferente da dicotomia atual neo-liberalismo X “não ao neo-liberalismo”. Não sou um especialista, nem alguém com experiêcia no debate político, mas sinto falta de uma discussão política de longo prazo, mais afinada com os dias atuais.

    Creio que falta-nos um projeto de país, já que convivemos só com projetos de poder. Um debate político sem riqueza, com muitos lugares-comuns e conceitos que julgo ultrapassados pelo tempo. Temo pela crescente força política do anacrônico fundamentalismo religioso; pela opção fácil pelo populismo; pela tacanha visão de curto prazo. E impressiona-me como (aparentemente) a universidade mostra-se incapaz de pensar e projetar o país. Gostaria muito poder entender um pouco mais a questão do fundamentalismo religioso hoje.

    Desculpe-me pela ousadia de estar expondo estas opiniões tão comuns, mas, pela possibilidade aberta por nossa conversa, gostaria de manter o contato com o senhor.

    De qualquer maneira, parabéns pelo livro.

    Lupércio F. Bessegato
    (Professor do depto. de Física da UFMG)

  15. Maria Inez Salgado de Souza em 22 de junho de 2006 19:16

    A História pela Metade e o CEFETPor que editar um livro de ciências políticas e sociais numa editora como a da antiga Escola Técnica Federal”, hoje CEFET, um centro voltado para as tecnologias como diz o próprio nome?

    Porque, parafraseando o autor, o homem não pode existir pela metade ou ele estará fadado ao infortúnio, ao nonada. Da Vinci já mostrara no seu famoso desenho o homem total: mente, corpo, inteligência e engenhosidade. Temos assim que o CEFET como toda instituição educacional de escol e que deve servir como exemplo para as demais, principalmente em uma época de parcas reflexões por parte dos jovens e até dos seus professores apressados em manejar um ensino apenas instrumental. É preciso de instigá-los a pensar , faze-los sonhar, colocar novamente as utopias na ordem do dia. Portanto ao lado do “Homo faber” o “homo cogito”, o homem que executa não pode estar seccionado, alienado.

    O Cefet, orgulho da mineiridade moderna, por onde tantas gerações produtivas já passaram, não se esquivou na hora da luta política, sempre combateu pela democracia e pela participação dos jovens e seus professores nas decisões maiores da instituição. E eis que agora, renascendo após um período de retração involuntária de anos recentes volta a ocupar o seu lugar no cenário das intaligências maiores de Minas, não só na tecnologia mas na abertura de idéias para a renovação da sociedade. Nada mais oportuno sem dúvida a publicação que ora lança a sua recém-criada Editora: a história cefetiana assim se completará nos cenários da educação contemporânea.

    Por Maria Inez Salgado de Souza (professora, Puc-Minas, área de educação)

  16. Robson Sávio Reis Souza em 18 de julho de 2006 19:18

    A história pela metade
    Robson Sávio Reis Souza (*)

    Abro o livro à página 125 e leio: “como é que estes senhores (a maioria congressual refém dos ACM, dos Sarney, dos Bornhauser) e seus grupos políticos vão ajudar a desconcentrar a renda, defender os interesses do país num cenário internacional tão ameaçador, combater o desemprego, aumentar o financiamento da saúde, expandir e melhorar a qualidade da escola pública, defender a universidade pública, a moradia popular, a Justiça?”

    Pergunta que deveria permear as discussões neste ano eleitoral. Debate que os candidatos precisam enfrentar numa ocasião em que a política, infelizmente, é tratada com desdém.

    Segundo o autor, os espaços para o exercício do debate político são as ruas e praças, durante as caminhadas dos candidatos, os locais públicos como escolas e universidades, os jornais, rádios e TVs comunitárias que realizam excelentes interlocuções com o povo.

    Refiro-me ao livro “A História pela Metade: cenários de política contemporânea”, lançado pelo professor aposentado da UFMG Fernando Massote.

    O autor, conhecido nacionalmente, continua dando mostras de sua vitalidade revolucionária, como se o tema de sua tese de doutorado (“Esplosione sociale del sertão del nordeste brasiliano”), sobre a guerra de Canudos, ainda o impulsionasse na luta em prol da justiça social.

    Utilizando-me das palavras de Mauro Werkema, que prefacia o livro, Fernando Massote enfatiza na obra “o descompromisso” das elites brasileiras e identifica em vários momentos históricos sua incapacidade de encaminhar soluções transformadoras que rompam o tradicional pacto conservador”.

    O livro sistematiza a coluna política do autor durante vários anos em periódicos mineiros.

    Desperta amor e ódio, nos termos, aliás, traduzidos pelo posfácio à 2ª. edição como segue: “o ímpeto raivoso do ataque revela a opinião dos que querem vencer sem se confrontar, na marra, introjetando – apoiados no evolver perverso da história, especialmente a partir do golpe militar de 1964 –, atávica e caricaturalmente, os ícones perversos do coronelismo da República Velha, derrubados pela Revolução de 30! Ele expressa a têmpera fragilizada dos hábitos culturais nas relações de mercado e políticas em Minas Gerais”.

    Utilizando a crônica (forma capaz de ressignificar o cotidiano), a obra nos apresenta situações, personagens e detalhes da vida política internacional, nacional e mineira com realismo, crítica apurada e acuidade intelectual.

    Analisa os processos de dominação do poder hegemônico sem deixar de mostrar as maneiras contra-hegemônicas de reação que se dão, preferencialmente, nos movimentos sociais. Sem dúvida, uma leitura preciosa em ocasiões pré-eleitorais.

    (*) Professor (PUC Minas) - Publicado pelo jornal O Tempo, Terça-feira, 18 de Julho de 2006

  17. Fábio Lúcio Martins Neto em 3 de fevereiro de 2007 14:15

    Trecho de uma mensagem de quem ganhou o livro “A história pela metade – cenários de política contemporânea” como presente de uma amiga:

    “Estou gostando muito do livro que me presenteaste no Natal. Gosto muito de ler sobre política e atualidades e no caso o autor faz uma retrospectiva da década de 1990 e do transcurso da nossa, através de artigos que explicitam os seus pontos de vista.

    Um, em particular, me chamou a atenção: “Geração Coca-Cola”. Ele faz ali uma breve análise da situação das universidades públicas brasileiras e do comportamento apático e politicamente descomprometido dos professores.Veja alguns trechos:

    “Os novos integrantes do corpo docente não estão preocupados com o futuro tanto quanto a geração que, a partir da luta contra a ditadura, foi obrigada e acostumou-se a pensar globalmente e a considerar os significados mais amplos da vida e das decisões cotidianas”.

    “Os novos docentes se comportam com ‘parvenus’ que chegaram e estão satisfeitos com os salários - miseráveis e indexados à produtividade definida arbitrariamente segundo critérios técnico-burocráticos indiferentes a valores ligados à qualidade e ao aproveitamento pedagógico, intelectual e social do desempenho docente - com o exercício do poder medíocre das chefias acadêmicas, com o status conquistado, etc.”

    “…Ela respresente o cansaço de uma certa classe média, que, emergindo de um Brasil rural, cercado de pobreza e atraso, vislumbrou, com o ‘milagre’ econômico dos militares, a esperança de ascender socialmente.”

    “De núcleo crítico da classe média que começou protestando contra a ditadura, os integrantes dessa geração, embalados pelos resultados do ‘milagre econômico’ e cooptados, da forma mais ampla e profunda, foram pouco a pouco engolfados pela moderação da política dominante que sucedeu o período militar. Alojaram-se, muitos deles, no PT ou o apoiaram, capturando-o como instrumento de seus próprios projetos sociais e políticos e transformando-o num guarda-chuva ideológico, com o qual se proteger e legitimar a disputa de posições de poder dentro da universidade. Eles agiram, de fato, ali, do mesmo modo ou por vezes pior do que havia feito a direita tradiciona. Não é isto, aliás, o que estamos vendo acontecer também no governo Lula”.

    Estes trechos se destacam na minha leitura porque vivenciei estas coisas na Universidade, pois sempre estive no DA, DCE, etc. e criticávamos muito estas atitudes. Além disso, estou vendo, ainda hoje, na EBDA - e também em outras instâncias governamentais baianas, mesmo após a eleição de Wagner - estas disputas vazias de conteúdo mais sério, meras disputas de poder pelo poder. Concordo com o autor que estas atitudes signifiquem a crise do velho e demonstram a exigência de um novo que ainda não nasceu.”

    Fábio Lúcio Martins Neto
    Engenheiro Agrônomo (Salvador, Bahia)

  18. Roberto Pimentel Dias (médico) em 29 de maio de 2007 07:59

    Prezado Prof. Massote:
    De seu vizinho, Roberto.
    Somente hoje tive oportunidade de ficar em Belo Horizonte com acesso à Internet. Estou lendo o seu instrutivo livro.
    Roberto Pimentel Dias

  19. Milena Araguaia em 20 de outubro de 2007 16:18

    From: Milena Araguaia
    Website::
    Mensagem:: Olá. Gostaria de saber onde posso adquirir seu livro. Obrigada

  20. Milena Araguaia em 20 de outubro de 2007 16:18

    Mensagem:: Olá. Gostaria de saber onde posso adquirir seu livro. Obrigada

  21. delcio vieira salomon (ex-diretor daFafich/Ufmg) em 4 de junho de 2008 07:48

    Massote,
    segue o texto que enviei à Cartas à Redação do EM a/c do Dídimo. Que tal?
    Forte abraço
    Délcio VeiraSalomon (12 jan.2006) (*)

    A história pela metade

    Desejo de público parabenizar o cientista político. Fernando Massote por seu excelente livro “A história pela metade: cenários de política contemporânea”, lançado pela Ed. Maza, com Apresentação do Prof. Dr. José Anchieta Corrêa e Prefácio do Jornalista Mauro Werkema.. Como lhe disse, pela Internet, “dizer que escreve bem é fazer panegírico do óbvio. Escreve bem demais”. Sabe unir sensibilidade com análise política de qualidade. Usa com elegância e “ finesse d´esprit” a dialética na dissecação da realidade e expõe às claras as contradições de nossa sociedade, notadamente de nosso mundo político contemporâneo tanto nacional como internacional e, sobretudo, mostra como superar os conflitos de que é prenhe. Quando penetra na análise dos grandes fatos políticos atuais, sabe como poucos usar as categorias conceituais, sobretudo as de sua preferência como “ a política pelo alto”, “o transformismo político”. E como aplica com argúcia à nossa realidade brasileira o estofo analítico de Gramsci bem como adapta a visão de Tommasi di Lamapedusa, em seu Il gattopardo ( O leopardo)! Convido o leitor a ler a coletânea de artigos e ensaios do prof. Massote. Sentirá o prazer da boa leitura e, por certo, enriquecerá ainda mais suas convicções político-democráticas. O texto merece ser difundido particularmente intra-muros da universidade.

    (*) – Este texto nunca foi publicado pelo “grande jornal dos mineiros” …

  22. Fernando Massote em 6 de agosto de 2008 10:01

    Charlene (setor de marketing da Editora da UFV)

    Prof. Fernando,

    Gostei muito do seu texto. O seu livro é um dos que faço questão de fazer a leitura completa. Precisamos de autores críticos no nosso país, infelizmente são raros. Você estará presente no lançamento?
    Obrigada.
    Charlene

  23. Paulo Barbosa em 18 de agosto de 2008 14:53

    Caro Massote, um super-parabéns pelo livro. Só fico triste de não poder ir ao lançamento. Volto a trabalhar na quarta. Abração do devoto amigo.

  24. Natalia Marra, advogada em 29 de abril de 2009 11:16

    professor,
    amei o seu livrooooooo
    cada pagina! a leitura é otima, super dinamica!
    vou recomendar a todos!
    Abraços
    Natalia

  25. Wilson Campos (advogado) em 28 de novembro de 2011 09:00

    Wilson Ferreira Campos [mailto:wilsoncampos.adv@gmail.com]
    Enviada em: sexta-feira, 28 de outubro de 2011 10:17
    Para: massote@massote.pro.br
    Assunto: Excelência de trabalho.

    Meu caro Prof. Fernando Massote,

    Bom Dia.

    Ontem, após aprender mais com seu livro ” A História pela Metade - Cenários de Política Contemporânea”, fiquei a me perguntar: Por onde andam as grandes mentes democráticas do momento que já não se igualam às de pessoas como Fernando Massote?

    O seu livro é uma declaração da verdade, proferida por quem a viveu e não apenas a contou academicamente.

    Aprendí muito. A vida é assim, algo de inusitada, dosada em gotas. Estas, as suas, de conteúdo intelectual inesgotável, autônomas, éticas e incrivelmente atuais.

    Parabéns pela ação, pela crítica, pela lição e pela indicação do caminho.

    Um grande abraço.
    Wilson Campos.

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