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	<title>Fernando Massote</title>
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	<description>Bem-vindo ao site do professor Massote!</description>
	<pubDate>Sat, 31 Jul 2010 17:11:51 +0000</pubDate>
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		<title>WIKILEAKS E OS ARQUIVOS SECRETOS DA GUERRA AFEGÃ, Antônio Martins (*)</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Jul 2010 17:00:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Massote</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>

		<category><![CDATA[Política Internacional]]></category>

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Centenas de civis afegãos foram mortos, entre 2004 e 2009, em operações de guerra jamais reveladas à opinião pública. Em muitos casos, motociclistas desarmados foram alvejados sumariamente, porque soldados norte-americanos julgaram tratar-se de homens-bomba. Há uma unidade militar encarregada de capturar ou assassinar supostos líderes do Talibã, sem julgamento. Cresce a cada dia o uso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong></strong></p>
<p><strong></strong></p>
<h1><strong></p>
<h1 style="text-align: justify;"><strong>Centenas de civis afegãos foram mortos, entre 2004 e 2009, em operações de guerra jamais reveladas à opinião pública. Em muitos casos, motociclistas desarmados foram alvejados sumariamente, porque soldados norte-americanos julgaram tratar-se de homens-bomba. Há uma unidade militar encarregada de capturar ou assassinar supostos líderes do Talibã, sem julgamento. Cresce a cada dia o uso de aviões não-pilotados (teleguiados a partir de uma base em Nevada) para matar militantes talibãs.</strong></h1>
<p><strong><br />
</strong></p>
<h1 style="text-align: justify;"><strong>Porém, os Estados Unidos estão cada vez mais próximos de perder a guerra. Assim como quando lutava contra os soviéticos, o Talibã obteve mísseis terra-ar e os utiliza para ameaçar a coalizão liderada pelos EUA - algo também omitido à opinião pública até agora. O grupo fundamentalista intensificou seus bombardeios, que aterrorizam a população e já mataram mais de 2 mil civis.</strong></h1>
<p><strong><br />
</strong></p>
<h1 style="text-align: justify;"><strong>Este conjunto devastador de revelações, que se tornou público a partir do último domingo (25/7), não é obra da investigação de um grande jornal. Foi possível graças a uma ferramenta participativa de comunicação nova e pouco conhecida no Brasil: o Wikileaks (&#8221;furos colaborativos&#8221;, em tradução livre). Criado em 2007, instalado em servidores na Suécia e dirigido por Julian Assange, um jornalista australiano, o Wikileaks (a exemplo da Wikipedia) permite a qualquer pessoa publicar informação que julgue relevante. Mas não se destina a difusão de conhecimento enciclopédico. Seu foco é expor o que os poderosos querem manter em sigilo - mas as sociedades têm o direito de saber.</strong></h1>
<p><strong><br />
</strong></p>
<h1 style="text-align: justify;"><strong>Talvez por isso a ferramenta desafie as geometrias tradicionais da política. Apresenta-se como &#8220;fundada por dissidentes chineses, jornalistas, matemáticos e técnicos de empresas nascentes, nos Estados Unidos, Taiwan, Europa, Austrália e África do Sul.&#8221; Em seu Conselho Editorial estão, além do próprio Julian Assange, figuras como o jornalista e cineasta Philip Adams (produtor do legendário Corações e Mentes, a primeira grande denúncia midiática da guerra do Vietnã); os chineses Wang Dang e Wang Youkai (líderes dos protestos da Praça da Paz Celestial, em Beijing, 1989); o brasileiro Francisco Whitaker, um dos proponentes do Fórum Social Mundial.</strong></h1>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Na base da proposta, uma noção que Brecht traduziu em poema: o defeito do poder é ser exercido por seres humanos&#8230;</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O Wikileaks baseia-se numa noção sintetizada em poema por Bertolt Brecht: &#8220;O vosso tanque, general / é um carro-forte / derruba uma floresta / esmaga cem homens / mas tem um defeito / precisa de um condutor&#8221;. Ou seja: qualquer poder é exercido por meio de seres humanos - e estes podem refletir e se rebelar. A internet assegura a ampla difusão dos segredos e o Wikileaks cerca de garantias quem se dispõe a revelá-los.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A identidade dos que publicam documentos é preservada por meio de um sistema de criptografia &#8220;de qualidade igual aos bancos&#8221;. Os registros (&#8221;logs&#8221;) das postagens e suas origens não são mantidos no sistema. As leis suecas de garantia de liberdade imprensa protegem a divulgação de sigilos, por isso os computadores não estão sujeitos a ataques judiciários ou policiais. Como proteção adicional, o Wikileaks sugere aos usuários utilizar o Tor, um software livre que permite navegar anonimamente na net.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Também como a Wikipedia, o sistema funciona com uma equipe central reduzida - apenas cinco pessoas - e um grande corpo de voluntários. Oitocentas pessoas colaboram com a análise dos documentos postados. Há um princípio editorial básico: o Wikileaks publica apenas documentos que tenham &#8220;interesse político, histórico, diplomático ou ético&#8221;. Impede-se, com isso, a violação de intimidades. A natureza sigilosa dos documentos aceitos impede que se faça verificação definitiva de autenticidade. Por isso, a plataforma permite criar fóruns em que os próprios usuários avaliam o material publicado, aportando informações históricas e técnicas que ajudam a dirimir dúvidas.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Em poucos anos de existência, o Wikileaks acumula feitos destacados. Em novembro de 2007, publicou um manual de procedimentos vigente na base militar norte-americana de Guantánamo. O documento continha orientações ilegais ou anti-humanitária, entre as quais a proibição do acesso da Cruz Vermelha a parte dos detentos. Em 2008, reproduziu parte hackeada da caixa de correio eletrônico da governadora Sarah Palin no Yahoo - indicando que ela usava uma conta pessoal para tratar assuntos de Estado que queria manter sob discreção. Em 2009, expôs o expôs o relato interno e sigiloso, produzido pela mineradora suíço-britânica Transfigura, de um vazamento de resíduos tóxicos na Costa do Marfim, que afetou 118 mil pessoas. Em abril de 2010, difundiu um vídeo indicando que 12 pessoas (inclusive dois repórteres da Reuters) haviam sido mortos num ataque realizado em Bagdá, a partir de um helicóptero norte-americano. Uma semana depois, o Google revelou:  &#8220;weakleaks&#8221; era o termo cuja procura mais tinha crescido no período, em sua rede mundial de servidores.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A China tenta banir o site e é imitada no Ocidente. Mas o Wikileaks continua crescendo.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>As quebras de sigilo assustam o poder - em diversos pontos do espectro político tradicional. No sistema chinês de controle da internet, &#8220;weakleaks&#8221; é termo vetado. Em março de 2009, a Autoridade Australiana sobre Comunicações e Mídia incluiu o site na lista dos endereços que serão banidos no país, caso sejam aprovadas leis para vigilância da rede. A relação apareceu graças ao próprio Wikileaks&#8230; À mesma época, foi invadida e revistada pela polícia, na Alemanha, a residência de Theodor Reppe, o cidadão que registrou o domínio do site no país (www.wikileaks.de).</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A tentativa de repressão pode estar destinada ao fracasso. Na China, o banimento é desafiado por sites-clones que surgem a todo momento. No Ocidente, o Wikileaks penetra no próprio território da mídia convencional, como demonstram as recentes revelações sobre o Afeganistão.  Parte do material original  - cerca de 90 mil relatos reservados de ocorrências e análises dos serviços de inteligência -  foi reproduzido simultaneamente, também em 25 de julho, por três publicações internacionais relevantes - o New York Times, o diário londrino The Guardian e o semanário alemão Der Spiegel.</strong></p>
<p></strong></h1>
<p style="text-align: justify;">(*) Artigo publicado em 29 de julho de 2010 no endereço eletrônico: <a href="http://www.envolverde.com.br/materia.php?cod=78473&amp;edt=29">http://www.envolverde.com.br/materia.php?cod=78473&amp;edt=29</a></p>
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		<title>MASSOTE EXPÕE FRAQUEZAS DOS CANDIDATOS EM ENTREVISTA À TV ASSEMBLEIA, José de Souza Castro (*)</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Jul 2010 21:00:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Massote</dc:creator>
		
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TV_ALMG_Massote
TV_ALMG_Massote_Parte_2
O programa Mundo Político, da TV Assembleia, entrevistou ontem o professor Fernando Massote sobre a atual campanha eleitoral. O programa foi reprisado hoje às 8 h e às 13h.  O professor aproveitou para cobrar do candidato a governador do PV, José Fernando Aparecido de Oliveira, uma resposta à indagação feita por Gustavo Gazzinelli durante café [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=vanLwEtxpmM">TV_ALMG_Massote</a></span></span></p>
<p><strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=g7KkQaZvkuU">TV_ALMG_Massote_Parte_2</a></strong></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">O programa Mundo Político, da TV Assembleia, entrevistou ontem o professor Fernando Massote sobre a atual campanha eleitoral. O programa foi reprisado hoje às 8 h e às 13h.  O professor aproveitou para cobrar do candidato a governador do PV, José Fernando Aparecido de Oliveira, uma resposta à indagação feita por Gustavo Gazzinelli durante café da manhã com Marina Silva, como <a href="http://massote.pro.br/2010/07/cafe-da-manha-com-marina-silva-jose-de-souza-castro/">relatei</a> dia 8 de julho neste blog.</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">“Ele tem que responder a isso, porque a ambição das mineradoras aqui em Minas Gerais é uma coisa horrorosa. Elas querem realmente se empossessar do território, e o governo Aécio Neves favorece enormemente esses interesses”, disse Massote.</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">O cientista político não vê grande mudança de discurso em ambas as campanhas, estadual e federal. “Os candidatos são muito parecidos, do ponto de vista essencial, nos interesses políticos que eles defendem.” O que difere é a imagem pessoal. Hélio Costa é muito conhecido desde sua atuação no jornalismo (foi correspondente da TV Globo nos Estados Unidos), passando pelas duas campanhas anteriores para o Governo de Minas e desaguando no Ministério das Comunicações. E o principal oponente, o atual governador Antônio Anastásia, só agora começa a ser percebido pelos eleitores, depois de um grande esforço feito pelo padrinho político, Aécio Neves, para que se tornasse conhecido. </span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">“Então, é um candidato poste, um candidato continuísta daquilo que representou o governo Aécio. Ele foi sempre um governador muito tradicionalista e aliado às mais tradicionais forças mineiras. Ainda que com um discurso meloso, etc, sempre fez uma política conservadora”, disse Massote. </span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">No plano nacional, não é diferente. Os candidatos Dilma Rousseff e José Serra estão cada vez mais entrando na baixaria “porque não existe o que falar sobre as diferenças essenciais nos interesses políticos que eles representam”. No fundo, afirmou o entrevistado, eles representam os grandes interesses neoliberais em favor dos mais ricos, dos dominantes.</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">Do ponto de vista da construção da imagem, Massote disse que a situação de José Serra é  tranquila, pois tem uma trajetória que vem desde 1963, quando foi eleito presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes). “Os problemas dele são de ordem mais política, o que ele representa: as elites, os setores mais conservadores. E a prova disso está, inclusive, no candidato a vice que ele escolheu”, afirmou o professor, referindo-se ao deputado Índio da Costa, do DEM carioca, que tem feito declarações muito criticadas. </span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">Na opinião de Massote, a melhor imagem é a da Marina Silva, tanto do ponto ideológico quanto político, ainda que tenha também o problema do próprio partido. “Grande parte desse partido não sustenta as ideias ambientalistas que eles pavoneiam defender”. </span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">Para ele, a situação de Dilma, em termos de criação de imagem, é a mais frágil, tanto que “alguém, maldosamente, a chamou de uma boneca cujos gestos, cuja mímica, reflete o Lula”. Massote citou alguns equívocos, como falsificações, na tentativa de construir  imagem pública menos autoritária, incluindo cirurgias plásticas e mudanças no penteado.</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">Indagado sobre a escalada de Dilma e Anastasia nas pesquisas eleitorais, o cientista político disse que há entre os dois um elemento comum, que é o reflexo de lideranças que tiveram um certo sucesso de opinião pública. “É o caso do governador Aécio Neves, ainda que esse negócio possa ser muito questionado, porque o governador também é acusado de muita intromissão e muito controle férreo da imprensa mineira. Então, ter uma boa avaliação com a imprensa silenciosa, isso, digamos, não é tão difícil assim.” E Aécio, acrescentou Massote, quer passar para Anastasia essa imagem construída com muita propaganda. “Não tem dinheiro para comprar carro para a Polícia Militar, para melhorar a escola, a saúde, a cultura do povo, mas tem dinheiro para fazer propaganda”, criticou.</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">O candidato de oposição, Hélio Costa, tem problemas. “Está sendo acusado na Internet, por todo lado, de ter ajudado, ter colaborado com o golpe militar de 64. Isso não é um elemento muito atraente do passado dele. Nós não queremos, por nada, a revivescência do passado”.  Além disso, os candidatos que estão com Hélio Costa enfrentam problemas, disse Massote, citando Patrus Ananias, que sempre foi visto como “campeão da ética” e se aliou  a o criticado Hélio Costa. “As coligações são muito frágeis”, afirmou o entrevistado, dizendo que há um racha muito grande entre PMDB e PT em Minas Gerais e no Maranhão. </span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;"> “Os candidatos não expressam partidos, porque os partidos não valem mais nada”, lamentou Massote. “Os candidatos expressam quem os indica, expressam pessoas”. Para ele, Anastásia e Dilma “são candidatos postes”, e Minas Gerais, um dos estados mais politizados e organizados do país, corre o risco de eleger uma pessoa que ninguém conhece, porque nunca foi nem vereador. “Para ser conhecido, não adianta ter o apoio da imprensa”, esclareceu Massote. </span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">A divulgação da campanha tem que mudar, na opinião do professor, para que seja criticada, por exemplo, essa identidade entre Hélio Costa e Anastasia, entre Serra e Dilma, e para que Marina Silva pare de defender os trangênicos e de continuar dizendo “uma coisa absurda que ela disse hoje, que o mensalão não foi importante”. Massote analisa que o mensalão foi importantíssimo, porque significou “a dolorosa traição da ética que o PT dizia representar no país”. Por tudo isso, ele acha que “está muito difícil de votar”.</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">A dificuldade de Marina Silva, na opinião de Massote, se baseia numa identidade partidária fictícia e deslocada em relação aos eleitores. Além disso, como o PV não  conseguiu fazer composições com outros partidos, Marina conta com um partido só e, portanto, com pouco mais de um minuto na propaganda eleitoral gratuita na televisão. “Isso realmente cria uma relação de força desfavorável para ela.”</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">Massote lembrou ainda que o candidato do PV em Minas – que ele identificou inicialmente, por equívoco, como sendo o empresário Guilherme Leal – foi criticado numa reunião recente da Marina Silva em Belo Horizonte por ter autorizado a abertura de Conceição do Mato Dentro, da qual fora prefeito, à exploração pelas mineradoras. “Quero convidar o filho do José Aparecido para que ele responda a essa colocação feita numa reunião de lançamento da candidatura de Marina em Minas Gerais pelo ambientalista Gazzinelli,” disse Massote, frisando: </span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">“Ele tem que responder a isso, porque a ambição das mineradoras aqui em Minas Gerais é uma coisa horrorosa. Elas querem realmente se empossessar do território, e o governo Aécio Neves favorece enormemente esses interesses. Querem fazer (do Brasil) um país exportador de minérios – e um país não pode ser, puramente, exportador de matéria-prima. Acho que, se não responder, ele vai enfraquecer a si mesmo e a Marina.”</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">Para o cientista político, “ninguém se salva da crítica”. Massote também acredita que a Internet possa fazer alguma diferença nas eleições, embora não esteja ao alcance de boa parte da população, aquela que, proporcionalmente, paga muito mais impostos do que os ricos. “Mas a Internet é capaz de exercer papel criativo, papel crítico, junto a boa parte do eleitorado que se preocupa com os destinos do país e com o sentido dos próprios gestos políticos, e em como votar.” Lembrou que ele mesmo tem um blog que reúne a colaboração de muita gente e olha os fatos políticos “de uma forma diferente da imprensa mais comprometida com os interesses dominantes, os interesses conservadores”. </span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman;">(*)Jornalista </span></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>S.O.S. SERRA DA GANDARELA, Augusto Franco (*)</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Jul 2010 22:40:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Massote</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>

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		<category><![CDATA[quadrilátero ferrífero]]></category>

		<category><![CDATA[Serra do Gandarela]]></category>

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		<description><![CDATA[Movimentos defensores da criação do Parque Nacional da Serra da Gandarela entregaram ao Instituto Chico Mendes (ICMBio), nesta semana, um dossiê com informações detalhadas sobre fauna, flora e as características da canga ferruginosa, bioma que só existe no quadrilátero ferrífero mineiro. A Serra da Gandarela está na divisa dos municípios de Rio Acima, Caeté (Região [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">Movimentos defensores da criação do Parque Nacional da Serra da Gandarela entregaram ao Instituto Chico Mendes (ICMBio), nesta semana, um dossiê com informações detalhadas sobre fauna, flora e as características da canga ferruginosa, bioma que só existe no quadrilátero ferrífero mineiro. A Serra da Gandarela está na divisa dos municípios de Rio Acima, Caeté (Região Metropolitana de Belo Horizonte), Santa Bárbara, Barão de Cocais e Catas Altas (Região Central). A intenção dos ambientalistas é acelerar o processo de criação da reserva, em análise há dois anos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">O local também é alvo do maior projeto de mineração do quadrilátero ferrífero, a mina Apolo, novo empreendimento da Vale. O plano da mineradora é que, a partir de 2014, a mina produza cerca de 24 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. Esse ritmo de mineração duraria pelos próximos 35 anos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">O projeto prevê também a construção de uma barragem de captação de água e acomodação de rejeitos. De acordo com a Vale, a expectativa é que mil postos de trabalho sejam gerados durante a operação.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">A cava gigantesca seria implantada exatamente no meio da área determinada para abrigar o parque da Gandarela. Para que a mineração seja autorizada, no entanto, o projeto de extração ainda terá que passar por uma série de audiências públicas com as populações das cidades afetadas, direta e indiretamente.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">As principais preocupações dos ambientalistas são com a Bacia do Rio Paraopeba, já que grande parte das nascentes que alimentam os cursos d’água nascem na Serra da Gandarela, e com a canga ferruginosa, bioma típico do quadrilátero ferrífero, cuja maior área contínua remanescente se localiza exatamente na área delimitada do possível parque.<br />
A Serra da Gandarela é a caixa d’água que abastece o Rio Paraopeba e também onde espécies ameaçadas, como o lobo-guará, se abrigam e se reproduzem, destacou Benedito Ferreira Rocha, um dos responsáveis por parte das manifestações em defesa da Serra.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">O ambientalista destaca que a Serra da Gandarela é a única serra ainda sem minerações em toda a área compreendida pelo quadrilátero ferrífero. Afirma também que é lá onde a maior reserva de canga ferruginosa contínua do Estado e consequentemente do mundo ainda resiste. Temos dezenas de espécies de plantas, insetos e anfíbios ainda não catalogados. Uma riqueza enorme para ser explorada. Por isso estão propondo a criação do parque, afirmou.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">Ainda segundo ele, o local tem função importante no turismo da Região Central do estado, especialmente na Serra do Caraça, vizinha da Gandarela. É na Gandarela que o lobo-guará circula, se alimenta e se reproduz antes de ir visitar o (seminário do) Caraça de noite, pontua.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">O cuidado com a flora, fauna e com as águas na Região Metropolitana de Belo Horizonte foi um dos assuntos levantados ao longo da semana, durante o 2º seminário de elaboração do Plano de Desenvolvimento Integrado da Região Metropolitana de Belo Horizonte (PDDI), que está sendo elaborado por um grupo de 140 especialistas e representantes das prefeituras dos 34 municípios da RMBH. O plano será apresentado em novembro.<br />
De acordo com um dos coordenadores do projeto, o urbanista Rodrigo Simões, as mineradoras ainda não se interessaram em participar das discussões. A impressão que temos é que as mineradoras só se importam com o lucro, cumprem aquilo que a legislação prevê, e só. Parece que eles olham por cima dos interesses comuns, afirmou.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">Segundo ele, a mina Apolo e o mineroduto que deve levar o minério de Conceição do Mato Dentro até o Rio de Janeiro constituem graves ameaças às águas da Grande Belo Horizonte nos próximos anos. Temos que pensar hoje em maneiras de garantirmos a água dos nossos filhos no futuro, disse.<br />
<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Faltam três audiências decisivas</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">A permissão para o início do processo de Licença Prévia da mina Apolo vai depender de pelo menos mais três audiências públicas, que devem acontecer nos próximos seis meses em cidades de influência indireta da mina, ou seja, municípios que têm cursos de água ligados às nascentes da Gandarela. Locais e datas ainda estão indefinidos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">Na última audiência pública a sexta desde o início do processo de licenciamento, as discussões sobre o projeto vararam a madrugada. A audiência foi realizada no prédio do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea-MG), em Belo Horizonte. O auditório ficou lotado.<br />
Desde o anúncio da possibilidade de implementação da mina, ambientalistas dos municípios afetados vem participando sistematicamente de todos os eventos. Em abril, participaram de um abraço simbólico à Serra da Moeda. Nesta semana, nas discussões do Plano de Desenvolvimento da Região Metropolitana de BH, eles foram aplaudidos.Estamos mobilizados para evitar essa tragédia ambiental, disse Benedito Ferreira Rocha, coordenador do Movimento Pró-Meio Ambiente de raposos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">Ainda segundo ele, apesar das prospecções minerárias já terem sido feitas e de a Vale ter anunciado o empreendimento, ainda há esperança de que o projeto seja barrado pelos órgãos ambientais. Todo mundo pode sondar. Daí ao governo aprovar uma mina que vai comprometer a água de parte importante da Região Metropolitana é outra história. Estamos confiantes que vamos conseguir impedir isso, disse.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">De acordo com o secretário de Estado do Meio Ambiente, José Carlos Carvalho, cabe ao Governo estabelecer as condicionantes ambientais para cada empreendimento. A partir daí, afirma, a empresa avalia sua viabilidade e decide ir adiante, ou não.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 14pt;">Área custou R$ 145 milhões</span></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">O anúncio da compra da mina Apolo pela Vale foi feito em novembro de 2009. A mina foi comprada por US$ 145 milhões. O vendedor, a Mineração Apolo, recebeu pelas reservas um preço fixado no fim de 2004, num acordo entre as duas empresas. À época, especialistas avaliaram a negociação como extremamente vantajosa para a Vale.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">A empresa pagou US$ 0,10 por tonelada de reserva medida. O preço era infinitamente menor do que o pago, por exemplo, em janeiro deste ano pela Usiminas na compra da mineradora J.Mendes que saiu por US$ 1,19 por tonelada. Com a compra da mina Apolo, a reserva de minério de ferro da Vale cresceu em quase 1 bilhão de toneladas passando de 4 para 5 bilhões de toneladas só na região do quadrilátero ferrífero.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">No anúncio do negócio, realizado no Palácio da Liberdade com a participação do então governador Aécio Neves, o diretor-executivo de ferrosos da Vale, José Carlos Martins, chegou a afirmar que a empresa continuava atenta a novas possibilidades de compra no Brasil.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">Ele disse também que o total de investimentos previsto para esse projeto seria de cerca de US$ 2,1 bilhões. A mina Apolo possui minério em qualidade semelhante ao da mina de Brucutu, uma das principais áreas de extração da Vale, localizada na vizinha São Gonçalo do Rio Abaixo.<br />
Originalmente, a Mineração Apolo não era uma mineração de ferro, mas de pedras ornamentais, inclusive de turmalina. A descoberta de grandes jazidas de minério e a existência de infra-estrutura logística para transportar o produto facilitaram o negócio.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: Times New Roman;">Fonte: Hoje em Dia</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: small; font-family: Times New Roman;">(*) Augusto Franco Repórter</span></p>
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		<title>PROJETO DE PARQUE NACIONAL E VALE DISPUTAM SERRA DO GANDARELA, Filipe Motta (*)</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Jul 2010 12:51:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Massote</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>

		<category><![CDATA[Minas Gerais]]></category>

		<category><![CDATA[Mobilizações da Sociedade Civil]]></category>

		<category><![CDATA[agressão ao meio ambiente]]></category>

		<category><![CDATA[degradação ambiental]]></category>

		<category><![CDATA[parque nacional da Serra do Gandarela]]></category>

		<category><![CDATA[preservação]]></category>

		<category><![CDATA[Serra do Gandarela]]></category>

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		<description><![CDATA[Dois projetos distintos, um parque nacional e uma mina da Vale, disputam o mesmo espaço na serra da Gandarela, região central de Minas (a 50 km ao leste de BH).
O ICMBio (Instituto Chico Mendes), órgão do governo federal que cria e gere as unidades de conservação nacionais, estuda a implantação de um parque de 27 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Times New Roman;"><span style="font-size: 14pt;">Dois projetos distintos, um parque nacional e uma mina da Vale, disputam o mesmo espaço na serra da Gandarela, região central de Minas (a 50 km ao leste de BH).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">O ICMBio (Instituto Chico Mendes), órgão do governo federal que cria e gere as unidades de conservação nacionais, estuda a implantação de um parque de 27 mil hectares na região – quase o tamanho da Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">Já a Vale quer extrair 24 milhões de toneladas de minério de ferro por ano com o Projeto Apolo – um investimento de R$ 4 bilhões. &#8220;É um dos maiores investimentos do setor minerário neste período&#8221;, diz Cláudio Lopes, do departamento de Engenharia de Minas da UFMG.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">A última grande aposta da Vale foi a mina de Brucutu, em São Gonçalo do Rio Abaixo (MG), inaugurada em 2006, com a capacidade de extrair 30 milhões de toneladas de minério por ano.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">O problema é que a cava da mina Apolo, projetada para cerca de 900 hectares, está dentro da área que o ICMBio pretende para o parque.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">Autor de uma dissertação de mestrado na UFMG que sugere a criação da reserva, o biólogo Wander Lopes diz que, além da presença de mamíferos ameaçados de extinção, como o lobo-guará e a onça-pintada, a área é especial por ser zona de transição entre mata atlântica, cerrado e campos de altitude.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">A região, pouco explorada, conta com pelo menos nove cachoeiras e mais de 70 cavernas – numa das quais se encontra um sítio com pinturas rupestres.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; mso-bidi-font-weight: bold;"><span style="font-family: Times New Roman;">CANGAS</span></span><span style="font-size: 14pt;"><br />
<span style="font-family: Times New Roman;">O biólogo Flávio do Carmo, autor de outra dissertação da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) que estudou a serra, conta que a área é rica em um tipo de formação rochosa difícil de ser encontrada, as cangas.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">Elas são ecossistemas que afloram no alto das montanhas, onde vivem espécies raras de vegetais e insetos e que propiciam a infiltração da chuva no lençol freático – <span style="mso-spacerun: yes;"> </span>tanto que a serra tem nascentes que abastecem parte da região metropolitana de Belo Horizonte.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">Compostas por crostas de ferro, as cangas atraem as mineradoras. A exploração de minério de ferro fez com que do total de 18,5 mil hectares da formação que havia em Minas restem 11 mil. Desse total, 4,5 mil hectares estão na Gandarela, o que justifica o interesse da Vale.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">O Projeto Apolo está em fase de licenciamento ambiental na Secretaria de Meio Ambiente do Estado. Já foram feitas seis audiências públicas nos municípios envolvidos – Caeté, Santa Bárbara, Raposos, Itabirito, Rio Acima e Belo Horizonte.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">A previsão da secretaria é que o resultado da análise fique pronto até o final do ano. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small; font-family: Times New Roman;">(*) Fonte: Folha de São Paulo, 13/07/2010</span></p>
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		<title>EM DEFESA DO TRECHO RIO ACIMA/ITABIRITO DA ESTRADA REAL (*), Giuseppe Gabriel Persichini Moll</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Jul 2010 16:25:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Massote</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>

		<category><![CDATA[Minas Gerais]]></category>

		<category><![CDATA[Mobilizações da Sociedade Civil]]></category>

		<category><![CDATA[Movimentos da comunidade]]></category>

		<category><![CDATA[Estrada Real]]></category>

		<category><![CDATA[Itabirito]]></category>

		<category><![CDATA[Nova Lima]]></category>

		<category><![CDATA[trecho Rio Acima]]></category>

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		<description><![CDATA[A comunidade ambientalista e histórico-cultural de Minas Gerais alerta para a ameaça de asfaltamento do único trecho intacto da Estrada Real, na rodovia MG-030, entre Rio Acima e Itabirito. Indo de Belo Horizonte a Nova Lima, passando por Rio Acima e por Itabirito – um caminho com mais de 200 anos, ligando Minas Gerais ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">A comunidade ambientalista e histórico-cultural de Minas Gerais alerta para a ameaça de asfaltamento do único trecho intacto da Estrada Real, na rodovia MG-030, entre Rio Acima e Itabirito. Indo de Belo Horizonte a Nova Lima, passando por Rio Acima e por Itabirito – um caminho com mais de 200 anos, ligando Minas Gerais ao Rio de Janeiro e que serviu de norte para bandeirantes, faiscadores, mineradores e para a Tropa Real – a Estrada Real corre o sério risco de perder seus últimos vestígios. A denúncia é dos ambientalistas da Associação Ecológica de Moradores do Entorno da rodovia MG-30. Para reverter este equivocado asfaltamento, os defensores do meio ambiente e da história e da cultura do Brasil colonial fizeram um anteprojeto propondo que a estrada seja calçada com pedra pé-de-moleque ou pedra de mão, apoiados no argumento de que esta medida dará maior autenticidade ao local e possibilitará permeabilidade e condições propícias a plantas, animais e pássaros conviverem harmoniosamente no meio ambiente.<span style="mso-spacerun: yes;">  </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">História</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">Esta antiga estrada tem 23 km encascalhados e salpicados com pedras do tempo colonial e foi feita com cortes radicais nos contrafortes da serra e da mata protegida na APA/SUL. Porém, mineradoras e políticos de Rio Acima e Itabirito, demonstrando insensibilidade, ignorância da história e desrespeito ao meio ambiente, querem o asfaltamento desta via, com o argumento do progresso a qualquer custo. Isso poderá acabar com o ecossistema da região, fazendo com que aumente o perigo de acidentes automobilísticos, tendo em vista o trecho ser cheio de curvas e precipícios. Os moradores e pequenos sitiantes do entorno da Rodovia (pelo menos os mais conscientes), os ambientalistas e vereadores de Rio Acima, Itabirito, Nova Lima, Raposos e BH, aliados a associações sócio-ambientais, apelam ao DER, IBAMA, SEMAD (IEF, FEAM, IGAM, COPAM) e às secretarias de Cultura e de Turismo para que se unam contra a ameaça de mais este crime ecológico, de consequências irreversíveis.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">Decisão Ecológica</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">Os sistemas de calçamento ecologicamente corretos são mais indicados para pavimentos, pois preservam o meio ambiente, sem agredi-lo. O argumento do calçamento com pedra pé-de-moleque ou pedra-de-mão, além da vantagem ambiental, vê-se fortalecido o aspecto social, pois poderá ser feito empregando material e mão-de-obra locais, podendo ainda incentivar a adoção do exemplo em outras cidades do entorno das estradas vicinais.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">Trata-se de uma alternativa considerada útil e ambientalmente correta por administradores públicos e privada, projetistas, ambientalistas, consultores e empreiteiros, ou por pessoas envolvidas na escolha dos tipos de pavimentos a serem utilizados nos mais diversos campos de<br />
aplicação.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">Ciclo Hidrológico </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">A escassez de água no meio ambiente e as formas de garantir o melhor aproveitamento desse recurso são alguns dos temas mais discutidos hoje, em nível global. A UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) afirmou que, nos próximos cinqüenta anos, os problemas relacionados à falta de água afetarão todas as pessoas no mundo. Uma das causas é a ação predatória do homem, que continua a intervir no ciclo hidrológico, o que contribui para a intensificação dos desastres naturais, seja pelo desmatamento ou pela impermeabilização do solo, através da pavimentação asfáltica de grandes áreas. Ao longo dos anos, muitos fatores vêm modificando as exigências da gestão municipal, impondo a busca de novas soluções que sejam, ao mesmo tempo, práticas e capazes de agregar outros valores para a economia das cidades e para a vida dos contribuintes. Nesse sentido, alguns municípios fizeram alterações na Lei de Parcelamento, Ocupação e Uso do Solo do Município, aprovando mudanças que vão ao encontro das necessidades da sociedade e da cidade, adaptando-se à dinâmica urbana e às conseqüências do crescimento. O calçamento com pé-de-moleque, ou com pedra-de-mão permite a perfeita drenagem das águas de chuva, ao mesmo tempo que evita a<br />
impermeabilização do solo, pois as juntas entre as pedras possibilitam a<br />
infiltração de uma parcela das águas incidentes, amenizando assim o impacto ambiental. Portanto, são considerados pisos ecologicamente corretos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">(*) Este post foi originalmente publicado em 18/04/2010.</span></span></p>
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		<item>
		<title>AOS 109 ANOS, SOFRENDO NA FILA DO SUS, José de Souza Castro (*)</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Jul 2010 13:34:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Massote</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Política Nacional]]></category>

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		<description><![CDATA[Há dois anos, em entrevista publicada pelo jornal semanário “Folha de Guanhães”, o fazendeiro aposentado Levy Alves Ferreira, então com 107 anos, disse que nunca teve momentos ruins na vida. Dizia isso com o exagero dos otimistas, pois logo depois se emocionou ao falar da mulher, Dulce Célia de Meira Alves, que morreu há sete [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">Há dois anos, em entrevista publicada pelo jornal semanário “Folha de Guanhães”, o fazendeiro aposentado Levy Alves Ferreira, então com 107 anos, disse que nunca teve momentos ruins na vida. Dizia isso com o exagero dos otimistas, pois logo depois se emocionou ao falar da mulher, Dulce Célia de Meira Alves, que morreu há sete anos, aos 97 anos de idade, e com quem ficara casado desde 1926. Mas agora, sem dúvida, Levy está vivendo um momento de grande sofrimento em Belo Horizonte, na fila do SUS, para extirpar um câncer no nariz. Apesar da raridade de chegar aos 109 anos de vida, essa seria uma história corriqueira. Quantos não passaram pelo mesmo sofrimento numa fila do SUS, nesse país maravilhoso do Lula?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">Tomei conhecimento hoje da sua história por meio de e-mail enviado pelo meu filho dentista que imigrou há um ano e meio para o Canadá e onde espera morrer daqui a muitos anos sem enfrentar uma fila do SUS. Ele, por sua vez, soube do caso por e-mail de um amigo, <span class="apple-style-span">Danilo Meira, sobrinho de Levy. Há dois anos, o ancião, que se aposentou aos 90 anos ganhando um salário mínimo, estava muito satisfeito com a vida de aposentado. “Eu pego meus 400 reais sem fazer nada!”. </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span class="apple-style-span"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">Bom para quem começou menino a trabalhar com o pai na Fazenda do Cafundó, onde nasceu em São José do Jacuri, e na juventude ajudava o pai levando tropa para Santa Bárbara. Foi numa dessas viagens de 17 dias que ele conheceu pela primeira vez, em 1925, a luz elétrica instalada numa fazenda. Em 1945, acendeu a primeira lâmpada elétrica em sua fazenda, a primeira a iluminar o município. Também foi o primeiro a ter um automóvel na cidade, um jipe que importou dos Estados Unidos. Na década de 30, foi vereador de Peçanha.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span class="apple-style-span"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">Como um fazendeiro tão próspero no passado se encontra hoje na fila do SUS? O sobrinho explica: “Sem herdeiros, ele doou seus bens em vida, nada ficando para parentes, mas para as pessoas (empregados) que trabalharam a vida inteira com ele. Nada mais justo! Infelizmente ele sofreu uma queda há seis meses e o seu nariz passou a sangrar a partir daí.”</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span class="apple-style-span"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">Levy veio para Belo Horizonte na 1ª semana de junho e pagou consulta particular a um cirurgião de cabeça e pescoço, Dr. José Maria Porcaro, que o encaminhou ao Hospital das Clínicas, onde foi atendido em consulta no dia 9 de junho e feito o pedido de guia de internação com o diagnóstico de “lesão vegetante na fossa nasal direita, com infiltração no maxilar”. A guia foi emitida no posto de atendimento do INSS no Bairro Padre Eustáquio, setor de oncologia. “Solicitaram vários exames que fizemos em caráter particular para agilizar. Com isso, os exames foram apresentados no hospital das clínicas em 30/06/2010 e ficamos aguardando vaga no CTI”, diz o sobrinho. “Infelizmente, a cirurgia só pode ser marcada pela equipe de cabeça e pescoço do Hospital das Clínicas, que se reúne no Hospital Bias Fortes somente às quartas-feiras. Até ontem, não tinha sido marcada”, acrescentou Danilo Meira. </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span class="apple-style-span"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">A mãe de Danilo vai sempre ao hospital para reclamar da demora, “e recebe a notícia que deve esperar. É o que estamos fazendo, pois o Dr. Porcaro orientou que se cotizássemos para pagar a cirurgia não poderíamos apelar ao CTI, caso houvesse alguma complicação. Ele afirmou que o caro não é a cirurgia e sim a internação. Estamos desesperados, pois meu tio começou a reclamar de muitas dores desde a semana passada”, narra o sobrinho em seu e-mail, que distribuiu aos amigos pedindo orientação. </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span class="apple-style-span"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">Danilo não entende como isso pode estar acontecendo com o tio, que “já pagou muitos impostos, já ajudou muita gente em uma época que não havia transporte público nos rincões do interior mineiro. Ele que serviu muito, hoje não está sendo servido”. E conclui: “Espero que nunca precisem passar por situação semelhante, ao ver o ente querido sofrer dores e não poder aliviá-lo. Viver em um país como o Brasil é difícil para aqueles que dependem do sistema único de saúde”.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span class="apple-style-span"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">Pois é&#8230; E pensar que há apenas dois anos, na entrevista ao jornal de Guanhães, Levy Alves Ferreira era um otimista: “A vida está ótima, eu devia ter nascido agora, meu pai abreviou minha vida”. Que o SUS lhe seja leve, senhor Levy!</span></span></span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>NÃO AO APEDREJAMENTO NO IRÃ (*)</title>
		<link>http://massote.pro.br/2010/07/caso-sakineh-desdobramentos/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Jul 2010 16:56:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Massote</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>

		<category><![CDATA[Política Internacional]]></category>

		<category><![CDATA[apedrejamento de mulheres no Irã X caso Sakineh X direitos da mulher X Direitos Humanos X morte por adultério no Irã]]></category>

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		<description><![CDATA[Graças a protestos globais, a iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani acabou de escapar da morte por apedrejamento.
Ela ainda poderá ser enforcada, e a execução por apedrejamento continua. Agora mesmo, outras 15 pessoas estão no corredor da morte aguardando serem apedrejadas, numa situação em que são enterradas até o pescoço e pedras enormes são jogadas nas suas cabeças.
O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">Graças a protestos globais, a iraniana <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Sakineh Mohammadi Ashtiani acabou de escapar da morte por apedrejamento.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">Ela ainda poderá ser enforcada, e a execução por apedrejamento continua. <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Agora mesmo, outras 15 pessoas estão no corredor da morte aguardando serem apedrejadas</span>, numa situação em que são enterradas até o pescoço e pedras enormes são jogadas nas suas cabeças.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">O perdão parcial a Sakineh, fruto dos esforços dos seus filhos em gerar uma pressão internacional, mostrou que, se nos unirmos, manifestando o nosso horror, <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">podemos salvar a vida de outras pessoas e contribuir para acabar com esta forma bárbara de condenação de uma vez por todas.</span> Assine a petição, no link abaixo, e envie para todos que você conhece – <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">vamos acabar com estas execuções crueis. </span></span><a href="http://www.avaaz.org/po/stop_stoning/?cl=657585116&amp;v=6778" target="_blank"><span style="font-family: Times New Roman;">http://www.avaaz.org/po/stop_stoning/?vl</span></a><span style="font-family: Times New Roman;"><br />
Sakineh foi condenada por adultério, assim como outras 12 mulheres e um homem, que aguardam o apedrejamento. Seus filhos e um advogado dizem que ela é inocente e que não teve um julgamento justo, pois sua confissão foi forçada. Como ela só fala azerbaijano, não entendeu o que estavam perguntando no tribunal.<br />
Apesar de o Irã assinar a convenção da ONU que requer que a pena de morte seja usada somente para os “crimes mais sérios” e apesar de o parlamento iraniano ter aprovado uma lei banindo o apedrejamento no ano passado, o apedrejamento por adultério continua.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">Os advogados de Sakineh dizem que <span style="mso-bidi-font-weight: bold;">o governo iraniano “está com medo da reação pública no Irã e da atenção internacional”</span>. Depois de os Ministros da Turquia e do Reino Unido se declararem contra a sentença de Sakineh, esta foi suspensa.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">Os corajosos filhos de Sakineh estão liderando uma campanha internacional para salvar a mãe e acabar com o apedrejamento. Uma comoção internacional agora pode acabar com esta punição terrível. Vamos nos unir ao redor do mundo para banir esta brutalidade.<span style="mso-bidi-font-weight: bold;"> Assine a petição para salvar a Sakineh e acabar agora com o apedrejamento:</span><br />
</span><a href="http://www.avaaz.org/po/stop_stoning/?cl=657585116&amp;v=6778" target="_blank"><span style="font-family: Times New Roman;">http://www.avaaz.org/po/stop_stoning/?vl</span></a><span style="font-family: Times New Roman;"><br />
Com esperança e determinação, </span></span><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">equipe Avaaz<br />
Links relacionados: <a href="http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5hv571JPald9bw84cvILn-E3M_ahQ">Irã suspende apedrejamento de mulher por adultério</a>.<br />
</span><span style="font-family: Times New Roman;"><a href="http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4558434-EI294,00-Pena+de+morte+para+mulher+no+Ira+causa+comocao+internacional.html">Pena de morte para mulher no Irã causa comoção internacional</a><br />
</span><span style="font-family: Times New Roman;"><a href="http://jornal.publico.pt/noticia/10-07-2010/sakineh-foi-poupada-mas-12-mulheres-e-tres-homens-aguardam-a-morte-por-apedrejamento-19796926.htm">Sakineh foi poupada mas 12 mulheres e três homens aguardam a morte por apedrejamento</a><br />
</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">(*) Nota enviada pela equipe Avaaz, organização ativista em questões de meio-ambiente e direitos humanos, entre outros.</span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>ESTUDO PREVÊ AUMENTO DE CATÁSTROFES PETROLEIRAS</title>
		<link>http://massote.pro.br/2010/07/estudo-preve-aumento-de-catastrofes-petroleiras/</link>
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		<pubDate>Tue, 13 Jul 2010 13:45:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Massote</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>

		<category><![CDATA[Política Internacional]]></category>

		<category><![CDATA[Política Nacional]]></category>

		<category><![CDATA[British Petroleum]]></category>

		<category><![CDATA[danos ao meio ambiente]]></category>

		<category><![CDATA[energia não-renovável]]></category>

		<category><![CDATA[energia suja]]></category>

		<category><![CDATA[looby do petróleo]]></category>

		<category><![CDATA[petróleo]]></category>

		<category><![CDATA[ricos ambientais]]></category>

		<category><![CDATA[vazamento de petróleo no golfo]]></category>

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		<description><![CDATA[
O risco de acidentes será cada vez maior, devido a perfurações cada vez mais profundas e em zonas mais complicadas, explicou Arne Jernelov, do Instituto de Estudos Futuros de Estocolmo, em artigo publicado na revista Nature. Um dos problemas principais, segundo o estudo científico, é que a informação sobre os derramamentos de petróleo e do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="titulo" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;"><img class="alignleft size-full wp-image-4203" title="bp" src="http://massote.pro.br/wp-content/uploads/2010/07/bp.jpg" alt="bp" width="472" height="324" /></span></span></em></p>
<p class="titulo" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">O risco de acidentes será cada vez maior, devido a perfurações cada vez mais profundas e em zonas mais complicadas, explicou Arne Jernelov, do Instituto de Estudos Futuros de Estocolmo, em artigo publicado na revista Nature. Um dos problemas principais, segundo o estudo científico, é que a informação sobre os derramamentos de petróleo e do que se pode aprender com eles não é avaliada de maneira conjunta e global e nem é acessível a todos. Acompanhe a seguir.</span></span></em></p>
<p class="texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">Um estudo publicado na revista científica <em>Nature</em> concluiu que os riscos relacionados às catástrofes ambientais aumentará no futuro. O estudo prevê a ocorrência de mais acidentes maiores e mais perigosos e a dificuldade crescente nas extrações petrolíferas.</span></span></p>
<p class="texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">Ane Jernelov, do Instituto de Estudos Futuros de Estocolmo escreveu na Nature (466, n.7303, pp. 182-183) que o risco de acidentes será cada vez maior, principalmente nos países cujas relações com o lobby do petróleo são muito estreitas, porque estão realizando perfurações cada vez mais profundas e em zonas mais complicadas.</span></span></p>
<p class="texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">Nas costas brasileiras, por exemplo, estendem-se imensas jazidas de petróleo, a uns sete quilômetros de profundidade: dois quilômetros abaixo da água e outros cinco abaixo da crosta terrestre. Enquanto a técnica não supor dificuldade excessiva, seguir-se-á perfurando com riscos cada vez mais altos.</span></span></p>
<p class="texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">E as zonas de extração tem se ampliado. As companhias petroleiras russas informaram da existência de novas bolsas de mineral na região do Ártico, sob camadas muito espessas de gelo, e cuja perfuração teria que suportar fortes tormentas, segundo Jernelov.</span></span></p>
<p class="texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">Outro perigo para o meio ambiente são os oleodutos envelhecidos da Rússia e de outros países da ex-União Soviética e da África Ocidental. A questão é que, segundo os especialistas, as reparações, devido aos cortes orçamentários crescentes, não foram mais feitas.</span></span></p>
<p class="texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">Pelo contrário, a contaminação causada pela lavagem dos tanques de petróleo dos barcos petroleiros foi reduzida nos últimos anos, visto que está proibido fazê-lo na maioria das águas territoriais.</span></span></p>
<p class="texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">Mas um dos problemas principais, segundo o estudo científico, é que a informação sobre os derramamentos de petróleo e do que se pode aprender com eles não é avaliada de maneira conjunta e global e nem é acessível.</span></span></p>
<p class="texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">Por outro lado, a técnica de reparação e limpeza de derramamentos não avança tão rápido como a de perfuração, de modo que um trabalho internacional conjunto e um intenso trabalho de investigação são urgentes. Tudo isso acompanhado das leis internacionais e de um controle de seu cumprimento.</span></span></p>
<p class="texto" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="mso-bidi-font-style: italic;"><span style="font-size: small; font-family: Times New Roman;">Fonte:<em> La Jornada, </em>em 07/07<em>. </em>Tradução: Katarina Peixoto</span></span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>PRAGMATISMO, MÁFIA E POLÍTICA, Fernando Massote</title>
		<link>http://massote.pro.br/2010/07/o-pragmatismo-a-mafia-e-a-politica-fernando-massote/</link>
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		<pubDate>Sat, 10 Jul 2010 13:50:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Massote</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Política Nacional]]></category>

		<category><![CDATA[Caso goleiro Bruno]]></category>

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		<description><![CDATA[Corre já, à boca pequena, nos canais menores da TV, que o caso envolvendo o assassinato da modelo pelo grupo do goleiro Bruno nada tem, essencialmente, ou seja, senão de forma muito parcial e secundária, de pessoal ou passional. Trata-se de mais um dos milhares de episódios de “queima de arquivo” do tráfico de drogas. Os envolvidos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman;"><span style="font-size: 14pt; font-family: Calibri;">Corre já, à boca pequena, nos canais menores da TV, que o caso envolvendo o assassinato da modelo pelo grupo do goleiro Bruno nada tem, essencialmente, ou seja, senão de forma muito parcial e secundária, de pessoal ou passional. Trata-se de mais um dos milhares de episódios de <em>“queima de arquivo” </em>do tráfico de drogas. Os envolvidos não são, assim, meros assassinos individuais e cruéis, mas uma <em>vera e propria</em> quadrilha. Trata-se, portanto, de uma atrocidade social implicando numerosas atrocidades individuais. A vítima foi morta porque ameaçava os interesses do grupo.<br />
</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman;"><span style="font-size: 14pt; font-family: Calibri;"><br />
</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman;"><span style="font-size: 14pt; font-family: Calibri;">Os aspectos notáveis do caso são, obviamente, inumeráveis. Um deles é a mentalidade fascista do goleiro que afirmou  para os quatro cantos, na TV, antes que a sua implicação direta no assassinato fosse desvendada: <em>“Ora, quem é que nunca brigou com a mulher e não lhe deu uns tapas na cara? Em briga de marido e mulher ninguém mete a colher!”</em> Esta é uma mentalidade de tipo <em>“classe D”</em><span style="mso-bidi-font-style: italic;">,<em> </em></span>que emerge perigosamente em meio ao desenvolvimento  das “políticas sociais” de matriz neoliberal, que possibilitam algum aumento dos ganhos econômicos sem o menor acompanhamento de uma ação sócio-educativa que os partidos políticos – mas também as escolas e as famílias – procuravam desenvolver no passado. Não há nenhuma preocupação ou desenvolvimento educativo mas unicamente estímulos individualistas  visando a ascenção social e ganhos individuais.<br />
</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman;"><span style="font-size: 14pt; font-family: Calibri;"><br />
</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman;"><span style="font-size: 14pt; font-family: Calibri;"> O que vemos hoje, nos partidos políticos, são as clientelas de todo tipo, “orientadas” pelo pragmatismo mais  comezinho, sem nenhuma das grandezas do passado, de natureza sócio-organizativa e ético-programática  O papel educativo dos partidos políticos desapareceu da forma mais completa. É este um problema estrutural que não vai se resolver, isoladamente, com simples “<em>listas de ficha limpa” </em>ou novos coagulos sócio-políticos que surgem em meio à crise dos tradicionais instrumentos da vida política<em>. </em> É esta, lembrando as reflexões de Gramsci,  uma grande e relativamente nova <em>trincheira</em> da vida política, em torno da qual os interesses gerais vão brigar com os interesses mafiosos ou neocorporativos. É,  enfim, um relativamente  novo,  grande e complexo capítulo da vida política a ser enfrentado. </span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Times New Roman;"><span style="font-size: 14pt; font-family: Calibri;"><br />
</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;"> </span></span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>CAFÉ  DA MANHÃ COM MARINA SILVA, José de Souza Castro (*)</title>
		<link>http://massote.pro.br/2010/07/cafe-da-manha-com-marina-silva-jose-de-souza-castro/</link>
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		<pubDate>Thu, 08 Jul 2010 16:42:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Massote</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Política Nacional]]></category>

		<category><![CDATA[corrida presidencial]]></category>

		<category><![CDATA[eleições 2010]]></category>

		<category><![CDATA[Marina Silva]]></category>

		<category><![CDATA[sucessão de Lula]]></category>

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		<description><![CDATA[

A candidata do PV à presidência da República, senadora Marina Silva, se reuniu na manhã desta quinta-feira em Belo Horizonte, no Hotel Mercur, durante café da manhã, com um grupo de uns 30 dirigentes partidários e apoiadores de sua campanha. Estive lá, convidado pela coordenadora do Comitê Suprapartidário, Sandra Starling, juntamente com alguns jornalistas. E saí [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="margin: 1ex;">
<div>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">A candidata do PV à presidência da República, senadora Marina Silva, se reuniu na manhã desta quinta-feira em Belo Horizonte, no Hotel Mercur, durante café da manhã, com um grupo de uns 30 dirigentes partidários e apoiadores de sua campanha. Estive lá, convidado pela coordenadora do Comitê Suprapartidário, Sandra Starling, juntamente com alguns jornalistas. E saí sem ouvir a resposta a um desafio lançado por um dos presentes ao candidato ao governo de Minas, deputado federal José Fernando Aparecido, que foi prefeito de Conceição do Mato Dentro por seis anos, de 2000 a 2007: “O senhor se arrepende de ter aberto o município à MMX e à Ferrous?” </span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">O perguntador, Gustavo Gazzinelli, é um jornalista mineiro atualmente desempregado, mas que até recentemente fez parte do governo Lula como gerente de uma área do Ministério da Cultura, quando o ministro era Gilberto Gil. Sandra Starling interveio, antes de ouvirmos a resposta do candidato, alegando que esse seria um assunto a ser ainda discutido. Assim, vamos ter que esperar a resposta. “Ele vai ter que descascar esse abacaxi”, comentou depois com Gazinelli o candidato a vice e um dos fundadores do PV mineiro, vereador Leonardo Mattos. É um grande abacaxi, como se pode ler no <a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=514FDS006">artigo</a> que escrevi no Observatório da Imprensa em dezembro de 2008.</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">É possível que o filho do ministro José Aparecido de Oliveira não tenha dificuldade em explicar sua participação no desmanche de uma natureza rica em ferro e Mata Atlântica que a mineradora está a fazer, com aprovação do governo do Estado e da Prefeitura, na região de Conceição do Mato Dentro. Afinal, ele se declara um defensor do meio ambiente. Em seu “site” está escrito: “Quando adolescente Zé Fernando atuou intensamente em defesa do meio ambiente na região da Serra do Espinhaço. Participou da fundação do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (CODEMA) e, foi um dos criadores da ONG Sociedade dos Amigos do Tabuleiro, que liderou o movimento pela criação do Parque Municipal do Tabuleiro, hoje um Parque Estadual.” </span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">Aos 35 anos, ele se lança candidato aparentemente lúcido, apesar de ter revelado, no café da manhã, que ouviu de um amigo: “Zé Fernando, as pessoas achavam que você era doido, agora têm certeza”. Todos riram, educadamente. O discurso dele, de fato, não teve nada de maluco. Quer que haja uma Política de Estado para o minério, para que as concessões não continuem sendo dadas de graça às multinacionais, as exportações prossigam livres de impostos e Minas Gerais continue recebendo <em>royalties </em>miseráveis em troca dos buracos deixados em suas montanhas pelas mineradoras. E não é pouco o que se tira daqui. Segundo o candidato, Minas responde por 15% do minério de ferro vendido no mundo. Alguém pode ter outros números&#8230;</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">Então, vamos aguardar. Não sou dos que pensam que as eleições para governador em Minas serão decididas entre o candidato do Aécio, Antônio Anastásia (PSDB), e o candidato contra o Aécio, Hélio Costa (PMDB). E nem que a presidência da República esteja reservada pelos céus a Dilma Rousseff, do PT, ou a José Serra, do PSDB. José Fernando e Marina Silva podem surpreender. E não será novidade na história do Estado e do País.</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">Marina Silva, que chamou José  Fernando de menino – e se apressou a justificar, dizendo que era como o via, com seus olhos de 52 anos de idade – repetiu no café da manhã tudo o que vem dizendo há algum tempo, e não vou repetir aqui. Ela ainda estava entusiasmada com a inauguração, na véspera, da primeira “Casa da Marina”, em Belo Horizonte, na casa de uma voluntária de sua campanha. E convidou: quem for funcionário público ou empresário e, por medo de represálias do governo, não puder fazer mais uma “Casa da Marina”, faça-a dentro do coração, pois lá “ninguém entra, ninguém vê”. Em outro momento do discurso, já falara de coração: “Há os que pensam que são donos dos corações dos eleitores, mas não são”. </span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><span style="font-family: Times New Roman;">Eu entendi: quem pensa assim é Lula, o Pai dos Pobres e a Mãe da Dilma. Sem nenhum desrespeito com a masculinidade presidencial. E ele não se preocupa com isso, pois se apressou a informar aos eleitores: “Meu nome é Dilma”. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small; font-family: Times New Roman;">(*) Jornalista</span></p>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
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